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Manuel Roberto

Nunca houve tantos candidatos às bolsas científicas da Europa. Falta o dinheiro

As bolsas de pós-doutoramento Marie Skłodowska-Curie (MSCA) e as bolsas de arranque do Conselho Europeu de Investigação (ERC) registaram em 2026 um número recorde de candidaturas, sem que o financiamento disponível acompanhasse o crescimento.

  • As MSCA receberam 21.627 candidaturas, mais 26,7% do que no ano anterior, fazendo cair a taxa de sucesso para cerca de 7,4%, contra 16,6% em 2024. A comissária Ekaterina Zaharieva anunciou um reforço de 210 milhões de euros para financiar mais 700 investigadores em 2026 e 2027.
  • Nas bolsas de arranque do ERC, as candidaturas subiram 38,4%, para 4.807, com a taxa de sucesso abaixo dos 9%. Para 2027, estima-se que possa cair para 4,8%, com 7.710 candidaturas e apenas 373 bolsas previstas.
  • Investigadores e responsáveis de redes europeias apontam causas múltiplas: escassez de financiamento nacional, precariedade das carreiras científicas e o papel da inteligência artificial na elaboração de candidaturas.
  • A negociação do próximo programa-quadro europeu (FP10), para 2028-2034, prevê uma redução de 10% face à proposta inicial da Comissão, agravando as perspectivas de financiamento para a investigação europeia.
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