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Nuno Ferreira Santos

Subida dos combustíveis agrava dificuldades financeiras das instituições sociais

O Presidente da República promulgou o diploma que cria apoios extraordinários para mitigar a subida dos custos com combustíveis no sector social. O apoio prevê 600 euros por entidade, uma verba que é considerada insuficiente pelos representantes do sector social.

A Comunidade Vida e Paz, que apoia mais de 900 pessoas em situação de sem-abrigo em Lisboa, registou uma subida de 11% nos gastos com combustível e admite prescindir de algumas respostas sociais. O aumento do preço do combustível já levou a instituição a reduzir o número de profissionais e o número de refeições distribuídas nas rondas nocturnas.

Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidarieade (CNIS), e Manuel Lemos, da União das Misericórdias Portuguesas, dizem que o apoio é insuficiente. E dão exempelos concretos para mostrar como esta despesa pesa nas contas das instituições de apoio domiciliário: nas suas entregas de comida diárias a beneficiários as misericórdias de Mértola e Mogadouro percorrem diariamente distâncias equivalentes às de Lisboa a Berlim e a Paris, respectivamente.

Os bancos alimentares e a Cáritas enfrentam dificuldades semelhantes. A Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares admite que tem diso uma grande ajuda o facto de receber apoio da Galp através de cartões de combustível. O sector apela a uma actualização das comparticipações do Estado e das autarquias para garantir a continuidade dos serviços prestados aos mais vulneráveis.

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