“Mensageiros-fantasma” dos confins do Universo valem Nobel da Física de 2026
O Prémio Nobel da Física de 2026 foi atribuído ao físico belga Francis Halzen, da Universidade de Wisconsin-Madison, pelas contribuições decisivas para o Observatório de Neutrinos IceCube e pela descoberta de neutrinos de alta energia com origem fora do sistema solar.
O IceCube é o maior detector de neutrinos do mundo, construído no gelo da Antárctida. Consiste num quilómetro cúbico de gelo puro no Pólo Sul, com 5160 detectores ópticos enterrados a mais de um quilómetro e meio de profundidade, que captam os ténues clarões de luz azulada produzidos quando um neutrino colide com o gelo.
Em 2013, a colaboração IceCube anunciou a primeira detecção de 28 neutrinos de alta energia provenientes do exterior do sistema solar, inaugurando a astronomia de neutrinos. A descoberta abriu uma nova forma de observar o Universo, permitindo estudar fenómenos violentos em regiões impossíveis de visitar.
Halzen é o único laureado, numa distinção rara desde 1992. A colaboração que liderou reuniu mais de 450 investigadores de 14 países. O prémio inclui 12 milhões de coroas suecas.
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