Amigos da Coesão querem novos impostos europeus “justos e simples”. Mas quais?
Os Estados-membros da União Europeia estão longe de um acordo sobre o próximo quadro financeiro plurianual (QFP), previsto para 2028. Sem novos recursos próprios capazes de gerar 65 mil milhões de euros anuais, a Comissão Europeia alerta para cortes de até 40% no investimento comunitário.
Portugal e outros 16 países dos Amigos da Coesão enviaram uma carta à presidência irlandesa e a António Costa, presidente do Conselho Europeu, exigindo que os fundos da coesão e da agricultura sejam preservados e que os rebates dos países frugais sejam eliminados no próximo ciclo orçamental.
Das novas fontes de receita propostas por Bruxelas — taxas sobre tabaco, resíduos electrónicos, empresas, carbono e criptomoedas —, apenas algumas reúnem apoio suficiente. A Polónia rejeita a partilha das receitas do mercado de carbono, a Alemanha opõe-se ao imposto sobre empresas e Portugal resiste à taxação do jogo online.
A Irlanda, que detém a presidência rotativa, deverá apresentar nos próximos dias uma proposta de compromisso. António Costa quer um acordo político até ao fim do ano.
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