Abortos estabilizaram em 2025 e mais de 44% foram feitos por mulheres estrangeiras
Em 2025, realizaram-se em Portugal 18.869 interrupções de gravidez, valor praticamente idêntico ao do ano anterior, segundo um relatório da Direcção-Geral da Saúde (DGS) publicado esta segunda-feira. Desse total, 18.239 foram por opção da mulher.
Os dados mostram que 44,2% das interrupções foram feitas por mulheres de nacionalidade estrangeira, reflexo também do crescimento desta população em idade fértil a viver em Portugal. A DGS alerta para a necessidade de garantir que há respostas mais inclusivas e adaptadas à diversidade linguística e cultural no SNS.
O relatório mostra que as assimetrias territoriais persistem: no Alentejo, 49% das mulheres tiveram de se deslocar a outra região para abortar, embora com melhorias face a 2023. A rede pública reduziu para 32 os hospitais a realizar interrupções voluntárias da gravidez (IVG).
Uma única clínica privada, a Clínica dos Arcos, em Lisboa, concentrou 34% de todos os abortos registados. A proporção de mulheres sem método contraceptivo após uma IVG atingiu o valor mais elevado da série: 10,9%.
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