Secretas mantêm “extremismos violentos” como ameaça e estudam recurso à IA
O Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa (CFSIRP) alerta para a persistência de ameaças à segurança nacional, num relatório agora entregue à Assembleia da República.
O cibercrime, a ciberespionagem e os ciberataques registaram crescente relevância no primeiro semestre de 2026, a par dos fenómenos de radicalização e extremismo violento. O RASI de 2025 confirma o diagnóstico, assinalando um aumento de 13,4% no cibercrime e uma maior presença de portugueses em grupos neonazis e satânicos online, sobretudo jovens.
O CFSIRP defende o reforço de efectivos nos serviços de informações e avalia a adopção de ferramentas de inteligência artificial para melhorar a análise de informação de fontes abertas.
O conselho insiste ainda na necessidade de uma solução constitucional que permita o acesso a metadados pelos serviços, medida sucessivamente chumbada pelo Tribunal Constitucional. A questão poderá ser retomada na revisão constitucional prevista para a segunda metade da legislatura, a partir de 2027.
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