Centrais sindicais e CIP põem salário mínimo na agenda da concertação social
O Governo retoma, esta quarta-feira, o diálogo com os parceiros sociais, com o Orçamento do Estado para 2027 e a directiva sobre transparência salarial na agenda, sendo inevitável a discussão sobre o salário mínimo.
- A UGT defende a revisão do acordo tripartido de 2024, argumentando que os pressupostos iniciais se alteraram, nomeadamente a inflação, que em Agosto atingiu 3,3%, acima dos 2% previstos.
- A CGTP, que não subscreveu o acordo, propõe a subida imediata do salário mínimo dos atuais 920 euros para 1100 euros já em 2027.
- A CIP reconhece a necessidade de rever o acordo, mas opõe-se a aumentar a ambição salarial, exigindo antes medidas públicas que promovam a produtividade, ainda longe das metas estabelecidas.
- A proposta de lei que transpõe a directiva europeia sobre transparência salarial é criticada pela CIP e pela CCP, que alertam para o aumento da carga administrativa, maior litigância laboral e efeitos negativos na gestão das empresas.






