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Adriano Miranda

As cidades adaptam-se, mas a crise climática avança mais depressa. E agora?

Um relatório do Lancet Countdown dedicado às cidades europeias conclui que os riscos climáticos estão a crescer mais depressa do que as respostas de adaptação.

O estudo, publicado na revista The Lancet Public Health, analisou 28 indicadores em mais de 850 cidades e revela que a exposição ao calor extremo, a doenças infecciosas e a alergénios aumentou em grande parte do continente. No Sul da Europa, a mortalidade associada ao calor subiu 161% entre 1991-2000 e 2015-2024.

Portugal está representado por 16 cidades, incluindo Lisboa, Porto e Braga. Lisboa, Porto e Guimarães integram a iniciativa europeia de cidades climaticamente neutras.

Apesar de terem sido identificadas mais de 1500 medidas de adaptação, os ganhos são ultrapassados pela velocidade dos riscos. O presidente do Conselho Português para a Saúde e Ambiente sublinha a necessidade de integrar melhor políticas de saúde e ambiente e alerta para os défices de monitorização.

Os autores recomendam reforçar alertas de calor, aumentar a cobertura arbórea e acelerar a redução de emissões nos sectores da energia e dos transportes.

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