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Paulo Raimundo: “O Governo merece censura, mas não alimentamos demagogia nem mentira”

Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP, recusa avaliar a influência do partido apenas pelos resultados eleitorais e defende que a acção nas ruas é determinante.

A propósito da moção de censura votada esta terça-feira na Assembleia da República, o líder comunista rejeita o documento por considerar que não critica a política do Governo Montenegro. Sobre o Chega, afirma que o partido "está até ao pescoço comprometido" com o executivo.

Em entrevista ao podcast SoundBite do PÚBLICO, Raimundo atribui o chumbo do pacote laboral à luta dos trabalhadores e avisa que as garantias do primeiro-ministro sobre a Segurança Social "valem tanto como um cubo de gelo".

O PCP critica o PS por "amparar a política de direita" e alerta que viabilizar o Orçamento do Estado tornará os socialistas corresponsáveis pelas medidas do Governo.

Sobre o crescimento do Livre, Raimundo faz um elogio pragmático: "mais vale crescer esse partido." Apesar das perdas eleitorais, o secretário-geral invoca os 105 anos do PCP como prova de resiliência.

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