Castro Guerra: “O drama dos políticos é que precisam da política para viver”
António Castro Guerra, economista e ex-secretário de Estado da Indústria e Inovação (2005-2009), defende que José Sócrates foi "à sua maneira, um reformista" que manteve o Governo alinhado em torno do crescimento do país.
- Sobre as acusações de corrupção a Sócrates, Castro Guerra afirma ter ficado surpreendido e magoado, reconhecendo "algumas disfunções" na relação com o primo e os cinco milhões, embora diga que o então primeiro-ministro nunca lhe pediu nada enquanto geria fundos públicos.
- O economista considera uma "tragédia" a ausência de diferenças programáticas relevantes entre o PS e o PSD, alertando que esse vazio beneficia o Chega, que classifica como um partido sem ideias nem estratégia para o país.
- Diz ainda que, “hoje, os partidos se transformaram em máquinas de tomada de poder” e que “o drama dos políticos é que precisam da política para viver”.
- Sobre o relatório "Portugal Enfrenta Uma Catástrofe Silenciosa", Castro Guerra questiona a sua independência, por ter sido encomendado pela CIP, classificando-o como "fortemente ideológico" e útil para pressionar decisores, mas sem explicar a falta de crescimento estrutural da economia portuguesa.






