Governo propõe novo suplemento de missão para PSP e GNR entre 521 e 730 euros

Tutela melhorou proposta de aumento salarial. Na semana passada sindicatos tinham ameaçado abandonar negociações.

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No exterior do Ministério da Administração Interna membros das Forças de Segurança exibem cartazes enquanto decorrem negociações JOSÉ SENA GOULÃO/ LUSA
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O Governo apresentou esta quarta-feira uma nova proposta às associações socio-profissionais da GNR de um suplemento de missão entre os 521 e os 730 euros.

Segundo a proposta, o novo suplemento salarial tem como referência o vencimento-base do comandante-geral da GNR, substituindo o actual suplemento por serviço e risco nas forças de segurança. Os oficiais passariam a ter um suplemento de missão de 14% da remuneração-base do comandante da GNR, que é de 5.216,23 euros, enquanto a percentagem para os sargentos da GNR é de 12% e para os guardas 10%.

Trata-se de uma melhoria em relação à proposta apresentada pela tutela na passada semana, em que esse suplemento corresponderia a 12% da remuneração-base do topo da carreira para os oficiais, 9% para sargentos e 7% para os guardas. Considerando a proposta inaceitável e vexatória, os sindicatos tinham ameaçado romper as negociações. O actual suplemento pago às forças de segurança inclui uma componente fixa de 100 euros e uma variável de 20% do salário-base.

A proposta está a ser apresentada na reunião que decorre esta tarde entre a ministra da Administração Interna, Margarida Blasco, e as cinco associações socio-profissionais da GNR, seguindo-se-lhe um encontro idêntico com os sindicatos da PSP.

A 2 de Maio, o Ministério da Administração Interna havia proposto um suplemento de missão para os elementos da PSP e da GNR de entre 365,13 e os 625,94 euros.

Apesar de ser melhor que a anterior, a proposta não está a suscitar adesão. O Sindicato Nacional de Polícia anunciou que não a aceita mesmo antes de a reunião terminar. Do lado dos representantes da GNR também se ouviram críticas. "É inaceitável porque cria castas. Ora a exposição ao risco não aumenta com o estatuto hierárquico. Queremos justiça'', reagiu, à saída do encontro, o presidente da Associação Nacional Autónoma de Guardas, Pedro Gouveia.