Sp. Braga foi a Baku recusar-se a deixar a Europa, para cair no prolongamento

Minhotos ainda recuperaram da desvantagem de dois golos do jogo da Pedreira, mas não resistiram aos dois golos do Qarabag no tempo extra.

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João Moutinho em bailado com Leandro Andrade Reuters/AZIZ KARIMOV
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O Sp. Braga foi esta quinta-feira a Baku vencer por 0-2 (2-3, após prolongamento) o Qarabag, acabando por sucumbir (6-5) numa eliminatória que serviu para limpar a imagem deixada na Pedreira, antes de confirmar o adeus à Liga Europa, que esteve muito perto de evitar.

Os minhotos falham, assim, o acesso aos oitavos-de-final após tarde ingrata, em que precisavam vencer por dois golos de diferença para anular a desvantagem do jogo da primeira "mão", objectivo plenamente conseguido no final dos 90 minutos.

No prolongamento, um golo de Matheus Silva (102') esteve quase a travar a reacção portuguesa, mas um penálti de Mustafazade sobre Banza, aos 111 minutos, permitiu que o avançado voltasse a empatar o "play-off" aos 115'. Mas, quando se anunciavam os penáltis, Akhundzade (120+2') ditou a mais cruel sentença.

"Armas secretas" do Sp. Braga, Roger Fernandes (70') e Álvaro Djaló (83') - lançado na segunda parte - ainda devolveram a possibilidade de discutir da eliminatória, que podia ter caído para o lado português numa altura em que o Qarabag já estava reduzido a dez unidades.

Artur Jorge pedira um jogo alegre, na tentativa de afastar as nuvens negras que pairavam sobre a equipa. Mas, o processo revelou-se mais moroso do que o esperado.

À excepção dos minutos iniciais da primeira parte e a uma segunda vaga após o intervalo, em que a formação portuguesa mostrou capacidade para contrariar as probabilidades deste "play-off", a tarde de Baku parecia ter pouco para oferecer para combater os sintomas de depressão que bloquearam a equipa durante largo período.

A dupla de ataque, Abel Ruíz e Banza, não resultava como idealizado, muito por culpa da acção do adversário, que manteve a coesão apresentada na primeira mão, exercendo uma pressão forte a meio-campo, o que provocou o erro, a dúvida e a quebra de ritmo dos minhotos.

Sem precisar de arriscar, o Qarabag aproveitou algumas transições para animar as bancadas e manter o Sp. Braga num limbo que só um punhado de intervenções de Matheus impediu de transformar em purgatório.

A Europa parecia estar a escapar entre os dedos do Sp. Braga, o que levou Artur Jorge a recorrer ao plano B para ainda chegar a tempo de inverter a lógica da eliminatória.

Vermelho trai Burganov

Com Álvaro Djaló a render Pizzi no início da segunda parte, o Sp. Braga voltava à carga, mas de forma mais contundente do que no arranque do jogo, o que abalou a estrutura de Gurban Gurbanov.

Especialmente a partir do momento em que o Qarabag ficou reduzido a dez unidades, por expulsão de Jafarguliyev (57'). Nessa conjuntura, com Júlio Romão em risco de seguir o exemplo do lateral, os azerbaijanos viram o bloco fracturar-se, permitindo o golo de Roger Fernandes, a 20 minutos dos 90.

Um golo que empolgou os "arsenalistas", mais crentes num final feliz a cada minuto e a cada ataque.

Abel Ruíz provocava, logo a seguir, o que seria o princípio do colapso do Qarabag, colocando a bola no fundo das redes dos azerbaijanos a 11 minutos do fim do tempo regulamentar. Um golo anulado porque o espanhol dominou a bola com o braço.

Nada que desmoralizasse o Sp. Braga, que só precisou de quatro minutos para bater Lunev pela segunda vez, num remate de Álvaro Djaló (83') que colocou o Sp. Braga mais perto dos oitavos-de-final.

O Qarabag ainda esteve na iminência de congelar a reacção do Sp. Braga, mas Matheus resolveu, garantindo o prolongamento onde tudo ficaria decidido... a favor dos azerbaijanos, que cometeram um penálti, mas marcaram dois golos que ditaram o adeus do Sp. Braga.

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