Ciberassédio, o novo flagelo dos atletas

A frustração dos apostadores online tem tido um crescente impacto negativo na vida dos desportistas profissionais, com maior preponderância nos tenistas.

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Alize Cornet foi vítima de um episódio de assédio em 2018 Reuters/HANNAH MCKAY
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Em 2022, depois de ter sido eliminado na primeira ronda do Estoril Open, Benoit Paire partilhou as mensagens de ódio que já vinha a receber como consequência dos maus resultados. Este ano, foi João Sousa que, dias antes de entrar no torneio português, revelou: “Estou exausto de receber mensagens de apostadores com ameaças, insultos, provocações e pouca noção daquilo que é preciso fazer e sacrificar para poder ser tenista profissional.” Esta é a descrição da nova realidade de muitos atletas, em especial de desportos individuais, com maior incidência no ténis, modalidade que atrai o maior volume e número de apostas e apostadores. Define-se como ciberassédio, uma nova palavra no dicionário, que identifica uma das maiores preocupações no desporto mundial actual.

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