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Aurora Borealis: as melhores fotografias do “belo e hipnotizante” baile de luz polar

O concurso Northern Lights premeia, anualmente, as melhores fotografias de auroras boreais realizadas em todo o mundo. “Não há muitos acontecimentos que sejam tão emocionantes como as auroras boreais que iluminam o céu nocturno numa dança hipnotizante de cores vibrantes.”

"O Guardião do Fiorde". Ilhas Lofoten, Noruega. "Tirei esta fotografia no Inverno passado nas ilhas Lofoten, na Noruega. Devia ter voado para casa nesse dia, mas devido a grandes nevões e avalanches nas estradas não pude ir para o aeroporto. Tive de passar uns dias extra na região, por isso usei o tempo para explorar e tirar fotografias." ©Filip Hrebenda
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"O Guardião do Fiorde". Ilhas Lofoten, Noruega. "Tirei esta fotografia no Inverno passado nas ilhas Lofoten, na Noruega. Devia ter voado para casa nesse dia, mas devido a grandes nevões e avalanches nas estradas não pude ir para o aeroporto. Tive de passar uns dias extra na região, por isso usei o tempo para explorar e tirar fotografias." ©Filip Hrebenda

As auroras boreais continuam a hipnotizar e a fascinar aqueles que com elas se deparam nos pontos extremos norte e sul do nosso planeta. A luz que paira e oscila em movimentos harmoniosos sobre os céus terrestres é, de acordo com a NASA, a mais próxima e mais dramática manifestação do fenómeno espacial visível a partir da Terra; não é de estranhar, por isso, que milhares de pessoas se desloquem, a partir dos mais diversos pontos do mundo até aos locais onde estes bailes de luz dão o seu espectáculo.

O blogue de fotografia de viagem Capture the Atlas promove, anualmente, o concurso Northern Lights, no qual premeia as 25 melhores fotografias de auroras boreais. Na 5ª edição, figuram imagens que foram realizadas na Noruega, Finlândia, Dinamarca, Islândia, Rússia, Gronelândia, Canadá, Estados Unidos e Nova Zelândia por 25 fotógrafos de 13 nacionalidades. O italiano Mattia Frenguelli, um dos premiados do concurso, fotografou o fenómeno a partir de Kikjufell, na Isândia, e garante que jamais esquecerá o dia em que realizou a imagem que intitulou de Capitão Gancho. É difícil explicar por palavras, refere na legenda da imagem. Para alguém poder compreender o que se sente [diante do fenómeno], teria de lá estar.

O fenómeno das auroras boreais é tão antigo quanto o próprio planeta e o primeiro registo humano da sua existência data de 30 mil anos antes de Cristo, numa pintura rupestre. O termo aurora borealis foi cunhado pelo italiano Galileo Galilei, em 1619, numa alusão à deusa romana do amanhecer, Aurora, e ao deus grego dos ventos do norte Bóreas. De acordo com a organização do concurso, os melhores locais para a observação deste fenómeno são o sul da Islândia, Whitehorse, no Canadá, Tromso, na Noruega, Alasca, EUA, Kiruna, na Suécia, Murmansk, na Rússia, Ilulissat, na Gronelândia, Tasmânia, na Austrália e Dunedin, Nova Zelândia.