Governo aconselha recurso a centros de saúde – mas há 1,4 milhões de pessoas sem médico de família

Na região de Lisboa e Vale do Tejo um quarto das pessoas não tem médico de família. Relatório Health at a Glance volta a mostrar que em Portugal se paga mal aos médicos e aos enfermeiros.

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É na região de Lisboa e Vale do Tejo que há mais pessoas sem médico de família BENOIT TESSIER

Para tentar aliviar os serviços de urgências hospitalares, muito pressionados pela tripla epidemia de covid-19, gripe e vírus sincicial respiratório que este ano se está a fazer sentir bem antes do período habitual, uma das medidas anunciadas pelo Ministério da Saúde no plano de Inverno recentemente apresentado passa pelo alargamento dos horários de vários centros de saúde do país. Mas também aqui a resposta à procura não se afigura fácil. Basta ver que o número de residentes em Portugal sem médico de família atribuído nos centros de saúde voltou a aumentar em Novembro e é já superior a 1,4 milhões de pessoas, representando quase um sétimo do total dos cidadãos inscritos no Serviço Nacional de Saúde (SNS), de acordo com os dados mais recentes do Bilhete de Identidade dos Cuidados de Saúde Primários.

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