Eles vivem em casas de madeira, para que a exploração de carvão não tome uma aldeia

Activistas climáticos fizeram nascer uma comunidade em Lützerath, na Alemanha. Localidade fora abandonada depois de habitantes saírem por causa da exploração de carvão.

Activistas climáticos fizeram nascer uma comunidade em Lützerath, para impedir que a exploração de carvão tome uma aldeia LUSA/SASCHA STEINBACH
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Activistas climáticos fizeram nascer uma comunidade em Lützerath, para impedir que a exploração de carvão tome uma aldeia LUSA/SASCHA STEINBACH

Activistas climáticos vivem em constante vigília, em Lützerath, na Alemanha, contra a mineração de carvão no país. A aldeia vazia, onde foram instaladas tendas e casas improvisadas, era já um simbólico "campo de batalha": protestos organizados pela Greenpeace ou Fridays for Future já tinham saído às ruas da localidade que, devido à mina de carvão Garzweiler, deverá desaparecer. E é precisamente a expansão da exploração que os activistas estão a tentar evitar ao instalarem-se na aldeia. 

Já mais de dez aldeias foram engolidas por esta mina — Lützerath deverá ser a próxima. Os residentes foram realojados e Eckhardt Heukamp, um agricultor de 56 anos, era, há um ano, o último habitante da localidade: estava a lutar contra a expropriação da sua casa, que se localizava a poucas centenas de metros da mina. 

A RWE, a multinacional energética que detém a mina na aldeia do estado da Renânia do Norte-Vestefália, tem pontos de observação e de informação à volta dos limites da mesma. Segundo a rádio alemã DW, em Abril último, mais de 3500 activistas protestaram pacificamente contra a expansão da mina, e cerca de 100 protestaram directamente no topo da mina, o que as autoridades disseram ser "extremamente perigoso". 

O nascimento de uma comunidade improvisada não é novo: há quem lá viva há mais de um ano. “Estamos a preparar a estratégia para bloquear as estradas quando chegarem com o seu equipamento de trabalho”, explicou Salome Dorfer, em Outubro do ano passado. “Faremos o maior aparato possível para mostrar ao mundo que precisamos de mudar isto, que não podemos agir como normalmente no meio de uma crise climática.”

Activistas climáticos fizeram nascer uma comunidade em Lützerath, para impedir que a exploração de carvão tome uma aldeia
Activistas climáticos fizeram nascer uma comunidade em Lützerath, para impedir que a exploração de carvão tome uma aldeia LUSA/SASCHA STEINBACH
Activistas climáticos fizeram nascer uma comunidade em Lützerath, para impedir que a exploração de carvão tome uma aldeia
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Activistas climáticos fizeram nascer uma comunidade em Lützerath, para impedir que a exploração de carvão tome uma aldeia LUSA/SASCHA STEINBACH
Activistas climáticos fizeram nascer uma comunidade em Lützerath, para impedir que a exploração de carvão tome uma aldeia
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Activistas climáticos fizeram nascer uma comunidade em Lützerath, para impedir que a exploração de carvão tome uma aldeia
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Activistas climáticos fizeram nascer uma comunidade em Lützerath, para impedir que a exploração de carvão tome uma aldeia LUSA/SASCHA STEINBACH