A política da leitura

Quem hoje é induzido a reflectir sobre o livro e a leitura deverá saber que ninguém se pode eximir a uma política da leitura, por mais inócuo que nos pareça o acto de ler.

Todos os leitores — de literatura, ensaio, ciência, filosofia — que atravessaram a grande transformação que foi a passagem do analógico ao digital e que, portanto, têm a experiência do antes e do depois, sentem-se frequentemente tentados a fazer um balanço, a reflectir sobre ganhos e perdas, a identificar vícios e virtudes antigos e recentes. As próprias injunções à leitura, tão recorrentes e da mais diversa proveniência (da escola ao sector da edição e comercialização do livro), alteraram-se nos seus propósitos e modalidades.

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