Porto, “cidade triste e alegre”

O discurso oficial sobre o Bolhão reforçou esse sentido de missão e de oferta à cidade, amplificando o carácter metafísico da obra e do seu outorgante, Rui Moreira. Uma espécie de “sebastianismo” realizado. Aquilo a que poderíamos com toda a propriedade passar a chamar um “bolhãonismo”.

Reabriu o Mercado do Bolhão. Até chegarmos aqui foi um longo e demorado processo: deve-se a uma promessa eleitoral do primeiro mandato de Rui Moreira e ao trabalho do arquitecto Nuno Valentim. Independentemente da qualidade da reabilitação e da promessa de um “mercado a funcionar para a cidade”, aquilo que fica por saber é, afinal, de que “cidade” falamos, que “cidade” é essa que o Bolhão vai servir?

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