Gastão Cruz: um poeta de hoje e de um tempo antigo

Gastão Cruz fez da poesia a sua religião civil, num tempo em que a literatura podia imaginar-se com um enorme poder de irradiação na vida social e política.

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Gastão Cruz fotografado em 2015 MIGUEL MANSO

Não faltam na obra de Gastão Cruz (1941-2022) versos que poderiam agora servir de epitáfios, poemas, inteiros livros em que o poeta se entregou a elaborações e declinações da morte. O seu primeiro conjunto de poemas, uma plaquete de 1961, com a qual participou, com 19 anos, no projecto colectivo (com Casimiro de Brito, Luiza Neto Jorge, Fiama Hasse Pais Brandão e Maria Teresa Horta) da Poesia 61, chama-se A Morte Percutiva, um título pouco juvenil, como pouco juvenis eram já esses poemas.

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Não faltam na obra de Gastão Cruz (1941-2022) versos que poderiam agora servir de epitáfios, poemas, inteiros livros em que o poeta se entregou a elaborações e declinações da morte. O seu primeiro conjunto de poemas, uma plaquete de 1961, com a qual participou, com 19 anos, no projecto colectivo (com Casimiro de Brito, Luiza Neto Jorge, Fiama Hasse Pais Brandão e Maria Teresa Horta) da Poesia 61, chama-se A Morte Percutiva, um título pouco juvenil, como pouco juvenis eram já esses poemas.