Uma casa feita a pensar na floresta que a rodeia: um projecto português em Maiorca

Esta casa no Mediterrâneo foi construída a pensar no crescimento da pequena floresta que a rodeia. A Casa da Garriga é “um projecto de estilo contemporâneo inspirado na arquitectura maiorquina”.

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Em Maiorca, Espanha, um português e dois espanhóis projectaram uma casa adaptada ao crescimento da floresta que a rodeia. A Casa da Garriga é “um projecto de estilo contemporâneo inspirado na arquitectura maiorquina”, define o português Nelson Fidalgo Magro, que assina o projecto juntamente com o estúdio Isla Architects, com base em Maiorca, cujos responsáveis são Marta Colón de Carvajal Salís e Juan Palencia de Sarriá .  

A ideia foi abraçar e incluir a paisagem mediterrânea do sítio, em particular a delicada garriga local, uma pequena floresta em crescimento na ilha que dá nome ao trabalho, conforme se lê na descrição do projecto. “Temos esperança que [a floresta] cresça e se aproxime da casa, complementando-a”, diz Nelson Magro, ao P3. Há elementos já preparados para integrar o crescimento da vegetação, de modo a atenuar a transição entre o natural e o construído. No exterior, por exemplo, o projecto da piscina é “entendido como uma série de peças flutuantes que emergem do solo para esse efeito”. 

Este projecto de arquitectura, concluído em 2020, teve um peculiar ponto de partida: começou ao mesmo tempo que a construção da obra. Quando a licença foi emitida, o cliente decidiu mudar de arquitecto. “Interpelou-nos para repensar o projecto e dotá-lo de um carácter contemporâneo até então ausente”, explica o arquitecto português, que se estreou em obras internacionais. 

Para manter a paisagem natural, “as rochas e pedras da escavação foram recuperadas e repostas de modo a dar forma à fachada da casa principal”. Sendo a terra um elemento muito presente, os elementos pré-fabricados produzidos localmente, como as molduras das janelas, cornijas, pavimentos exteriores e plataformas, foram pigmentados com a mesma cor da terra natural, explica Nelson ao P3. 

No interior, “a casa pode ser vivida como um amplo espaço aberto”. Por ser destinada a uma entidade particular, foi projectada visando o convívio familiar e social. Foi dada “uma ênfase especial ao desenvolvimento de pormenores contemporâneos inspirados na arquitectura tradicional maiorquina”: um dos exemplos predominantes são as vigas e pedra à vista. 

O espaço nobre da casa, fruto de um pedido dos clientes, é a cozinha aberta, com vista para a serra e para a piscina. Para o arquitecto, em contrapartida, “o espaço mais especial acaba por ser o corredor”, por terem conseguido que não se limitasse a ser apenas um local de passagem e ganhasse outras funções, como um espaço para leitura. “É uma zona quase de introspecção”, admite ao P3.  

Texto editado por Ana Maria Henriques

©Luis Díaz Díaz
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