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Um pouco por todo o mundo, a greve climática em imagens

Manifestações pelo clima decorrem por todo o mundo esta sexta-feira. Uganda, Bangladesh, Índia, Suécia, Alemanha e Portugal são alguns dos países que aderiram aos protestos.

Lisboa EPA/MARIO CRUZ
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Lisboa EPA/MARIO CRUZ

Com cerca de 1500 mobilizações marcadas para esta sexta-feira, 22 de Outubro, um pouco por todo o mundo, as ruas voltaram a ecoar vozes de protesto pelo clima. Tendo em vista a conferência das Nações Unidas sobre as alterações climáticas (COP26), as manifestações atravessaram fronteiras, passando por Uganda, Bangladesh, Índia, Suécia, Alemanha e também Portugal.

Em Portugal, a Greve Climática Estudantil marcou presença em vários pontos do país: Algarve, Alcácer do Sal, Braga, Caldas da Rainha, Guimarães, Lisboa, Leiria, Porto e Santarém. "Não há planeta B", "apaga as luzes quando sais de casa", "aqui há capitalistas há" foram algumas das palavras de ordem que se podiam ouvir e ler no protesto desta manhã em Lisboa, que juntou jovens de três escolas e terminou na Alameda, descreve a agência Lusa.

“A greve às aulas é uma consequência muito menor daquilo que podemos vir a enfrentar com as alterações climáticas. Os jovens estão muito alarmados", defendeu Salomé Rita, porta-voz do colectivo, em declarações à Lusa, na manifestação que teve lugar na capital. No Porto, segundo a agência noticiosa, reuniram-se várias dezenas de jovens na Avenida dos Aliados para debater "problemas, causas e soluções", classificando as metas climáticas mundiais como "pouco ambiciosas". "As medidas são insuficientes, no sentido que está a incidir no ponto errado. Querem ser rápidos para solucionar uma crise, mas não estão a ir à raiz do problema", disse à Lusa a activista Joana Coimbra.

Na Alemanha, os activistas pelo clima tentam pressionar o próximo Governo: segundo o alemão Deutsche Well, o objectivo da marcha em Berlim é apelar à nova administração para que, nos primeiros meses de governação, implemente um plano de 100 dias para o clima. Greta Thunberg, activista e fundadora do movimento Fridays for Future, esteve em Estocolmo a liderar uma greve climática na sua cidade natal.

O movimento ambientalista Fridays for Future surgiu em 2018 quando a jovem activista sueca Greta Thunberg faltou à escola e protestou durante três semanas em frente ao Parlamento sueco, a favor da justiça climática. A última greve climática global realizou-se em 24 de Setembro e juntou cerca de 800 mil pessoas em mais de 1500 cidades.

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Lisboa EPA/MARIO CRUZ
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