PSD: abertura, alternativa e esperança

Dezasseis ex-governantes de Passos Coelho e Durão Barroso apoiam Paulo Rangel para a liderança do PSD e criticam Rui Rio.

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1. Em Novembro, completam-se seis anos sobre o regresso do PS ao Governo. Muito se falou sobre as condições em que o PS recuperou o poder. Falou-se muito menos sobre o modo como o tem exercido e conservado, com uma manifesta falta de oposição fiscalizadora e assertiva. Estando o PSD a caminho de novas eleições internas e havendo legislativas em 2023, chegou o tempo de clarificar.

O país assiste à negociação de Orçamentos que depois não são cumpridos. Assiste à tomada do poder sem limites, ao desrespeito pela independência das instituições, ao nepotismo indisfarçado, ao silenciamento da sociedade civil, à soberba de quem entende não ter de dar explicações e à recusa em assumir responsabilidades.

A promessa de relançamento da economia esbarra no sacrifício fiscal das famílias e empresas e na aplicação errada e sem critério dos dinheiros públicos. O SNS, que a Esquerda diz defender, degrada-se à vista de todos, as escolas falham na sua missão de dar oportunidades de futuro, a Justiça perde credibilidade.

O Governo promete uma década de desenvolvimento, assente na transição digital e energética, mas o país não sai da espiral de empobrecimento, que o está a levar rapidamente para a cauda da União Europeia, porque na verdade não existe estratégia, só tática.

2. Diante de tantas políticas erradas, não se compreende que não tenha já emergido uma alternativa política forte de centro e centro-direita à governação socialista. Infelizmente, o PSD, que devia ser o motor e o líder desta alternativa, mostra-se ambíguo, relutante e passivo, cometendo erros políticos estratégicos e de posicionamento, não conseguindo nunca distinguir-se claramente da linha do Governo.

A atual direção do PSD e o seu presidente optaram por uma linha de abertura e colaboração sistemática com o PS. Essa linha foi sempre rejeitada pelo PS, mas nem isso alterou a forma de atuação do PSD. Esta opção estratégica levou a que o PSD não se conseguisse diferenciar do PS e abriu espaço a novos partidos à direita do PSD.

Esta oposição suave e passiva obedeceu à máxima de que são os governos que perdem eleições e não as oposições que as ganham. Ora, o exercício ativo da oposição é uma obrigação de escrutínio democrático indispensável à qualidade da governação. Uma oposição complacente falha a sua missão patriótica de denunciar os erros, de apurar responsabilidades e de gerar uma alternativa de governo.

3. Ao PSD exige-se uma nova liderança, afirmativa e mobilizadora. Essa alternativa deve construir um espaço maioritário de centro-direita, que agregue, alargue, motive e galvanize. Que permita libertar a sociedade portuguesa do jugo socialista e que realize as aspirações de prosperidade e equidade social dos portugueses.

O país precisa urgentemente de um PSD que, como é seu timbre e tradição, nos devolva as perspetivas de desenvolvimento e inverta o atual rumo de empobrecimento nacional. Que ponha o país a crescer e a convergir com o resto da Europa, que combine a criação de riqueza com um combate “sem quartel” às desigualdades.

Neste momento decisivo de clarificação, não temos dúvidas de que um líder como Paulo Rangel mudará este estado de coisas, fará a oposição que se impõe, mobilizará a alternativa à estagnação socialista a que se assiste.

4. Conhecemos Paulo Rangel há muitos anos, de vários contextos políticos, profissionais e cívicos. O seu trajeto mostra que tem uma visão para o País, uma visão aberta, ambiciosa e cosmopolita. Tem experiência nacional e europeia, deu provas amplas na capacidade de fazer oposição e no talento de agregar, marcar a agenda e liderar politicamente.

5. Aos militantes do PSD restam duas opções: manter tudo como está, fechando cada vez mais o partido e limitando-se a esperar por mais um pântano ou bancarrota socialista. Ou unir o PSD, crescer, alargando e liderando o espaço do centro direita, com uma oposição ativa, firme, moderna, que construirá a alternativa para vencer em 2023. Nós não temos dúvidas do que é melhor para Portugal.

Alfredo Castanheira Neves

António Nogueira Leite

Berta Cabral

Carlos Abreu Amorim

Carlos Costa Neves

Cláudia Monteiro de Aguiar

Francisco José Viegas

Gonçalo Matias

Gonçalo Reis

Inês Domingos

Inês Palma Ramalho

João Moreira Rato

Jorge Barreto Xavier

José Matos Correia

Luís Álvaro Campos Ferreira

Luís Filipe Pereira

Maria Luís Albuquerque

Maria José Barros

Miguel Pina Martins

Nilza Sena

Paula Teixeira da Cruz

Pedro Duarte

Pedro Lomba

Pedro Lynce

Regina Bastos

Rosário Águas

Sofia Galvão

Telmo Faria

Teresa Morais

Vasco Rato

Virgínia Estorninho