Decameron: Conclusão do Autor

Ao longo de doze semanas, o investigador do Centro de Estudos Comparatistas e tradutor Simão Valente traduziu para o Leituras o Decameron, de Giovanni Boccaccio (1313- 1375), directamente do italiano para português. Um total de doze textos, cada um com uma pequena introdução (a negro no texto) feita pelo tradutor. Aqui se publica a conclusão do autor.

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Boccaccio conclui o Decameron com uma defesa da sua escrita, especialmente dos textos que possam ser considerados obscenos ou ofensivos. Os seus argumentos assentam em dois pilares principais: por um lado, afirma a autonomia do prazer estético em relação à moral do indivíduo ou da sociedade; por outro, sustenta que as acções que descreve e as palavras que usa fazem parte da realidade observável, pelo que não devem chocar quem já as conhece. Estamos, assim, perante uma das fontes do realismo na literatura europeia.

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Boccaccio conclui o Decameron com uma defesa da sua escrita, especialmente dos textos que possam ser considerados obscenos ou ofensivos. Os seus argumentos assentam em dois pilares principais: por um lado, afirma a autonomia do prazer estético em relação à moral do indivíduo ou da sociedade; por outro, sustenta que as acções que descreve e as palavras que usa fazem parte da realidade observável, pelo que não devem chocar quem já as conhece. Estamos, assim, perante uma das fontes do realismo na literatura europeia.