7 dias, 7 fugas: do jazz ao crochet, com varinos e outras heranças a bordo

Enquanto Viana do Castelo monta a Feira de Artesanato, Lisboa põe a tocar o Out Jazz. Mas há mais: a Azambuja segue pela Rota dos Mouchões, Santiago do Cacém mostra o novo Museu de Arqueologia, O Crochet Sai à Rua em Cerveira, o Porto sobe aos Clérigos by Night e Castelo de Vide dedica-se às artes pela rua.

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Sábado, 7: nos caminhos d’Agonia

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Sábado, 7: nos caminhos d’Agonia

A Romaria Senhora d’Agonia está a chegar e Viana do Castelo engalana-se para receber os visitantes, mostrando um dos seus trunfos: o artesanato. Com o programa de festas limitado à conta da pandemia, a Feira de Artesanato Tradicional e Contemporâneo instala-se no Jardim Público da cidade, entre 7 e 22 de Agosto, com uma montra recheada de tradições e saberes não só da região minhota, mas também de outros pontos do país. Além da exposição e venda das peças, há artesãos prontos a mostrar o seu ofício ao vivo. Até 18 de Agosto, a feira pode ser visitada das 16h às 22h, estendendo depois o horário, das 10h às 24h, para alinhar os passos com a romaria, que decorre entre os dias 19 e 22, numa edição híbrida que traz um pé nas celebrações presenciais e o outro nas transmissões online. 

Domingo, 8: jazz botânico

Jardim Botânico Tropical em Belém, Jardim Botânico de Lisboa no Príncipe Real e Auditório de Pedra na Tapada da Ajuda. São estes os cenários escolhidos para mais uma edição do Somersby Out Jazz, a 14.ª, que vem com a missão de sempre: encher as tardes de domingo lisboetas com ritmo, energia e boas vibrações, como manda a etiqueta do veraneio. A cada mês, o seu espaço. O festival começa por levar a Belém nomes como Leote, Señor Pelota, Komet, Soulsista, Lady G Brown ou Fabrizio Reinolds (Agosto, a partir das 17h). As batidas seguem para o Príncipe Real, com Ciro Cruz, Paolo Dionisi, Jeff Lennon, João Pina e Seiva, entre outros (Setembro, a partir das 16h). O périplo encerra na Ajuda e entre os convidados a subir à cabine de som estão Nelson Cascais, Mr. Blue, JonyDaFox, Os Compotas e Ricardo Pinto (Outubro, a partir das 15h). Os bilhetes custam 3€ e vêm com notas solidárias: o valor da bilheteira reverterá para a União Audiovisual, palavra da organizadora NCS. O cartaz detalhado está aqui.

Segunda, 9: Tejo à vista!

O convite é para entrar numa aventura a bordo do varino Vala Real, embarcação típica do Tejo. A Rota dos Mouchões está de volta às águas de Azambuja para dar a conhecer o património natural da região e aguçar os sentidos dos marinheiros de água doce com as riquezas da fauna e da flora que ali habitam. O passeio dá direito a contemplar as pequenas ilhas fluviais que dão nome à rota, trazendo ainda quadros frescos da Natureza onde entram salgueiros, cavalos lusitanos, garças-boieiras, garças-reais, corvos-marinhos, águias pesqueiras, guarda-rios, fataças, enguias, sável e lampreia. A cereja no topo do bolo está no Lezirão, onde podem avistar-se as aldeias avieiras construídas em palafita, que serviam de morada aos pescadores do rio. A iniciativa decorre até Outubro. Informações e reservas através do Posto de Turismo de Azambuja ou dos contactos 263 400 476, turismo@cm-azambuja.pt e info@ollem-turismo.com.

Terça, 10: memórias de corpo e alma

Santiago do Cacém tem mais um encanto. Inaugurado no passado dia 10 de Junho, na antiga Igreja da Misericórdia, o Museu de Arqueologia de Alvalade guarda Memórias da Terra, das Águas e dos Povos. É esse o nome da exposição permanente do novo espaço museológico, uma viagem pela história da região com lugar de destaque para as gentes locais. Paleontologia, fósseis e achados arqueológicos são alguns dos vestígios do passado ali expostos, dando a conhecer a vida da comunidade ao longo dos tempos e salvaguardando as memórias colectivas. Este núcleo vem reforçar a Rota dos Museus do município, formada pelo Museu Municipal de Santiago do Cacém, pelo Moinho da Quintinha, pelo Centro Interpretativo de Miróbriga, pelo Museu do Trabalho Rural de Abela e pelo Museu da Farinha de São Domingos. As portas estão abertas de terça a sábado, das 9h30 às 12h30 e das 13h30 às 17h30. A entrada é gratuita.

Quarta, 11: na rota do crochet

Se passear pelas ruas e outros espaços públicos do centro histórico de Vila Nova de Cerveira, pode dar de caras com reis e rainhas, bobos da corte, artesãos, bandeirolas e estandartes, mas também cenários de casamento e mercado medieval. Tudo feito em crochet, como manda a tradição iniciada em 2014, com modelitos à escala real (ou aumentada), num total de 13 “quadros” que retratam episódios da história da vila raiana. Um dos destaques d’O Crochet Sai à Rua… em Cerveira tem 700 anos e remete para o momento em que o rei D. Dinis assina a Carta de Foral de Cerveira, em 1321. É, aliás, esse o tema desta edição que, para compor o retrato, põe varandas e montras a servir de palco à arte das agulhas. Para ver até 31 de Outubro.

Quinta, 12: Clérigos by Night

Vai uma subida à Torre dos Clérigos à noite? O convite está de pé até 5 de Setembro e vem com a promessa de deitar a vista sobre a cidade Invicta, a partir de um dos seus pontos mais altos. Com a chancela da irmandade que gere o monumento – um dos cartões de visita do Porto e do qual fazem parte também o museu e a igreja – o programa Clérigos by Night está disponível todos os dias, a partir das 19h. De segunda a quinta, as portas encerram às 21h; sexta, sábado e domingo, às 23h. O bilhete custa 5€ (a entrada é livre para crianças até aos 12 anos).

Sexta, 13: brinde às artes, na rua

Castelo de Vide abre portas à arte de viver a rua. Num programa aprumado e posto em marcha pela Pé de Pano – Projectos Culturais, andam à solta talentos de áreas diversas, que vão do teatro à dança, passando pela música, novo circo, artes plásticas, performance, oficinas ou leituras. Tudo por conta do VIDE - Festival de Artes pela Rua, que se instala na vila alentejana até 15 de Agosto. Com as manhãs de sábado e domingo dedicadas à infância, o cartaz dá espaço também aos Contos Nocturnos de Ana Lage e António Fontinha e aos espectáculos das companhias Erva Daninha (E-nxada) e Pia Teatro (Passagem). A organizadora faz-se representar com Na Minha Saia Há Um Bolso, projecto criado a partir de histórias recolhidas na comunidade local. O cenário musical é fornecido por nomes como O Gajo, Norberto Lobo, Parapente 700, La Miséria Deluxe, Valentina Parravicini e Charanga. Programa com entrada gratuita e detalhes aqui.