Postais da desolação

Um pequeno album de viagem a articular a beleza natural do midwest com a sua desolação social.

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Se nos pedissem para escolher um plano de Nomadland, um só plano que fosse capaz de, dalguma maneira, conter o essencial do filme, ficávamos com aquele que mostra a silhueta de Frances McDormand junto à fachada de um cinema chamado Midwest (nome apropriado: Nomadland anda sempre por esses territórios) onde os néons iluminam o título do filme que lá dentro se exibe: The Avengers. O contraste entre o lugarejo semi-desértico e aquela manifestação da grande festa escapista e multimilionária de Hollywood dá quase tudo o que o filme de Chloe Zhao tem para dar: a “descoberta” de uma América dentro da América, uma América pobre, quase terceiro-mundista, povoada por nómadas (por opção ou por falta de hipóteses) que vivem de biscates por aqui e por ali.

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Se nos pedissem para escolher um plano de Nomadland, um só plano que fosse capaz de, dalguma maneira, conter o essencial do filme, ficávamos com aquele que mostra a silhueta de Frances McDormand junto à fachada de um cinema chamado Midwest (nome apropriado: Nomadland anda sempre por esses territórios) onde os néons iluminam o título do filme que lá dentro se exibe: The Avengers. O contraste entre o lugarejo semi-desértico e aquela manifestação da grande festa escapista e multimilionária de Hollywood dá quase tudo o que o filme de Chloe Zhao tem para dar: a “descoberta” de uma América dentro da América, uma América pobre, quase terceiro-mundista, povoada por nómadas (por opção ou por falta de hipóteses) que vivem de biscates por aqui e por ali.