Livrarias fechadas: “Tempos difíceis exigem decisões difíceis”

A ministra da Cultura solidariza-se com a decisão do Governo de fechar as livrarias e sugere que o Governo não teria levantado a probição de venda de livros em espaços que podem estar abertos se Marcelo Rebelo de Sousa não o tivesse imposto.

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Rui Gaudêncio

Desde que foi decretado o novo confinamento, editores e livreiros têm defendido que o livro é um bem essencial e que as livrarias deviam ter podido manter-se abertas. O decreto presidencial veio agora forçar o Governo a permitir a comercialização de livros em espaços autorizados a abrir, criando esta situação insólita em que só não se podem comprar livros presencialmente nas livrarias. Apesar de este ser um tema em que se esperaria que uma ministra da Cultura não se limitasse a ecoar as posições do Governo que integra, foi isso mesmo que Graça Fonseca voltou a fazer na entrevista que esta sexta-feira dá ao PÚBLICO. Fechar as livrarias passou a mensagem certa, defende, e se estas sofrem agora a concorrência desleal dos hipermercados, a responsabilidade, sugere, é do Presidente da República. 

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Desde que foi decretado o novo confinamento, editores e livreiros têm defendido que o livro é um bem essencial e que as livrarias deviam ter podido manter-se abertas. O decreto presidencial veio agora forçar o Governo a permitir a comercialização de livros em espaços autorizados a abrir, criando esta situação insólita em que só não se podem comprar livros presencialmente nas livrarias. Apesar de este ser um tema em que se esperaria que uma ministra da Cultura não se limitasse a ecoar as posições do Governo que integra, foi isso mesmo que Graça Fonseca voltou a fazer na entrevista que esta sexta-feira dá ao PÚBLICO. Fechar as livrarias passou a mensagem certa, defende, e se estas sofrem agora a concorrência desleal dos hipermercados, a responsabilidade, sugere, é do Presidente da República.