Covid-19. Ocupação de camas do SNS atingiu os 94%

A pressão sobre os cuidados de saúde, afirma o secretário do Estado Lacerda Sales, ainda vai durar mais uma ou duas semanas.

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LUSA/LUÍS FORRA

A capacidade do SNS para responder às necessidades dos doentes com covid-19, mais os outros pacientes, está “perto do limite”, disse esta segunda-feira o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, adiantando que a taxa de ocupação era de 94% nesta segunda-feira, quer em unidades de cuidados Intensivos, quer em enfermaria. O futuro da resposta à pandemia, sublinhou, joga-se nos próximos 15 dias “Ainda temos uma, duas semanas pela frente, duras, do ponto de vista de pressão, mas temos planos para acorrer a essa dureza”, afirmou numa visita ao Centro Hospitalar Universitário do Algarve.

No que diz respeito à vacina da Astrazeneca, que alguns países desaconselharam a que fosse ministrada a maiores de 65 anos. O Governo ainda decidiu se vai ou não tomar essa opção: “Ainda estamos a estudar e a ponderar, adequaremos àquilo que é a melhor evidência científica”. Caso essa “evidência” não seja demonstrada, disse, “adequaremos o nosso plano de plano de vacinação, tal e qual como está”. Nesta altura, recordou, as prioridades são dirigidas aos doentes com mais de 80 anos, e com debilidades, como seja a insuficiência cardíaca, insuficiência renal e doença pulmonar obstrutiva crónica.

Após uma visita ao Centro Hospitalar Universitário do Algarve, Lacerda Sales, elogiou o “extraordinário” apoio do serviço prestado pela hospital de campanha, montado no pavilhão Arena, em Portimão, recebendo doentes de outras regiões. Caso seja necessário, adiantou, estão assegurados ventiladores para seja aí montado uma unidade de cuidados intensivos.  Quanto à oferta de médicos e enfermeiros estrangeiros, para já, a questão não se coloca: “Por enquanto ainda estamos a articular planos. Planear é criar cenários e é isso que estamos neste momento a fazer”. De qualquer modo, rematou, “os mecanismos de cooperação internacional estão activos, e estamos a ponderar a possibilidade de ser, ou não necessário”.