No meio de muitos, o teu perfil do LinkedIn pode destacar-se — se seguires estes conselhos

A tua rede de contactos no LinkedIn, que deve estar em permanente expansão, deve saber quem és. Por isso, partilha “coisas que sejam interessantes” dentro da área profissional que te inseres, e “conquistas”, principalmente quando terminas um capítulo do teu percurso académico ou quando chegas ao fim de uma formação.

Foto
inlytics/Unsplash

O que é, para ti, uma multidão? Sugerimos um número: três milhões de pessoas. Demasiada gente? Bom, esse é o número de utilizadores a residir em Portugal com perfil criado no LinkedIn. No total, a rede social conta com mais de 722 milhões de utilizadores em todo o mundo, mas preferimos começar com um número “pequeno”. Ser-se notado entre tantos perfis pode ser complicado, tal como alguém te encontrar no meio de uma multidão.

Já deves ter percebido que o mesmo se aplica na procura de trabalho via LinkedIn: se preencheres o teu perfil com as informações essenciais, irás encontrar vagas adequadas à tua experiência ou formação. E pessoas, claro. Mas há um mar de dicas e truques para que um recrutador encontre o teu perfil mais rapidamente.

Joga como eles

A tua fotografia de perfil está incrível, tens um belo percurso académico com uma média invejável. A tua experiência profissional revela que tens um objectivo e queres ser o melhor naquela área. Não basta escreveres o nome da empresa e o período em que lá trabalhaste: indica as funções que desempenhaste e os programas que utilizaste, por exemplo. Isto é muito importante porque os recrutadores encontram-te através de palavras-chave (as chamadas keywords). Os recrutadores têm uma função que lhes permite “encontrar candidatos através de keywords”; assim, encontram “pessoas que têm aquela palavra em específico no seu perfil”, explica a recrutadora Sara Almeida, da Remote.

Assim, deves colocar o nome da função que desempenhas (ou que poderás vir a desempenhar) na secção “Título” da tua introdução. Mas não só: se trabalhaste com uma série de programas no teu último emprego, essa informação deve estar presente na descrição dessa experiência profissional. “Deves ser bastante específico nas ferramentas e competências, dizer que és especializado em determinadas coisas ou que tens alguma experiência noutras”, aconselha a recrutadora. Se procuram alguém que fale russo e se tu dominas a língua, não te esqueças de o mencionar. 

Outro exemplo: se procuras um trabalho enquanto team manager, convém dizer qual a tua área de especialização. “Tens de dizer se és team manager de turismo ou de algo relacionado com línguas, por exemplo. Assim, é mais fácil encontrar o candidato ideal”, aponta Ana Lopes, também ela recrutadora. Para além disso, quem está à procura de candidatos também saberá durante quanto tempo trabalhaste e aprimoraste aquelas competências que te podem valer um trabalho.

A tua rede de contactos é “uma árvore”

A oportunidade da tua vida pode aparecer através dos contactos que vais fazendo — dentro e fora do LinkedIn, já que deves “expandir a procura para outros sites” e locais, aconselha Sara Almeida. Mas já que falamos da rede social voltada para profissionais, foquemo-nos no que podes fazer por lá para dominares a arte do chamado networking. O primeiro passo é “não adicionar pessoas à toa”, mas antes contactos “que poderão ajudar na procura de emprego”. Sara Almeida alerta: “É preciso ser cuidadoso quando se cria essa network. Devemos pensar nela como se fosse uma árvore.” Como assim? “Pensa como se estivesses numa empresa. Procura pessoas com quem, na posição que pretendes alcançar, irias trabalhar. Se fores um designer, podes adicionar um gestor de produto, que poderá estar à procura de alguém como tu para um projecto”, explica a recrutadora. Ou seja: “Sê estratégico.” 

Quando fizeres o pedido de conexão, podes escrever uma “nota personalizada”, como indica o LinkedIn. Tens um número limitado de caracteres para explicar o porquê de estares a convidar aquela pessoa para integrar a tua rede de contactos; por isso, esmera-te, explicando o motivo por detrás da mensagem. Por outro lado, “não mandes mensagens à toa”, frisa Sara Almeida. “Não te vai ajudar. Enviar mensagens para toda a gente, sem grande explicação, dificulta o trabalho e não ajuda o recrutador a filtrar. Muitas vezes, não se percebe se estás ou não interessado na empresa”, acrescenta. É que podes acabar por ser ignorado, “o que é frustrante para o candidato”, e é provável que causes “uma má impressão”. Usa essa funcionalidade, mas “com moderação”.

Por fim, a tua rede de contactos, que deve estar em permanente expansão (com os devidos cuidados, claro), deve saber quem és. Por isso, partilha “coisas que sejam interessantes” dentro da área profissional que te inseres, e “conquistas”, principalmente quando terminas um capítulo do teu percurso académico ou quando chegas ao fim de uma formação. Na publicação, explica “o porquê de teres feito essa formação, em que te ajudou e os conhecimentos que adquiriste”. Podes começar por reunir algumas reacções mais excitantes do que um like. Depois, quem sabe? Uma boa oportunidade pode surgir através dessa rede de contactos. Caso se concretize no emprego que procuras, tens uma boa história para contar. Todos ficam a ganhar.