Covid-19: “Ainda é cedo” para marcar viagens para o Natal, avisam alguns países europeus

Irlanda e França desaconselham compra de viagens de avião ou comboio para a altura das festas, Itália diz que Natal deve ser “com a família próxima”.

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Estação de comboios em Malmo: até a Suécia está a avisar para possíveis restrições de circulação no Natal EPA/JOHAN NILSSON

Alguns países europeus lançaram um aviso aos seus cidadãos: é demasiado cedo para fazer planos para viagens na época do Natal e poderá haver restrições decididas mais perto da data.

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Alguns países europeus lançaram um aviso aos seus cidadãos: é demasiado cedo para fazer planos para viagens na época do Natal e poderá haver restrições decididas mais perto da data.

O aviso mais claro veio do vice-primeiro-ministro da Irlanda, Leo Varadkar, que disse não aconselhar os cidadãos irlandeses que vivem fora do país a comprar um bilhete de avião para a Irlanda na altura do Natal. “É demasiado cedo” para dar um conselho em relação às viagens nessa altura, disse, citado pela emissora britânica BBC.

Também o primeiro-ministro francês, Jean Castex, questionado sobre se os cidadãos já poderiam comprar bilhetes de comboio para a altura das festas de Dezembro, disse que é ainda demasiado cedo para haver uma indicação.

Os ganhos em termos de recuo na transmissão do vírus conseguido pelas restrições são ainda frágeis, sublinhou numa conferência de imprensa na quinta-feira — e as próximas duas semanas serão essenciais para perceber se haverá algum espaço para permitir um relaxamento.

Já na Alemanha, o ministro da Saúde, Jens Spahn, sublinhou que mesmo que a situação epidemiológica melhore muito, não será possível que haja “festas de Natal como se não tivesse acontecido nada”.

Em Itália, o ministro das questões regionais, Francesco Boccia, disse que as pessoas deviam celebrar o Natal só com os familiares mais próximos.

Até na Suécia, destacada pela sua abordagem menos restritiva, o responsável Anders Tegnell alertou para a possibilidade de haver limitações às viagens para “evitar que os serviços de saúde regionais fiquem sem capacidade de resposta”, citou a BBC.

Tegnell adiantou que uma primeira decisão será feita dentro de um a duas semanas, mas que os suecos deveriam estar prontos para que a situação mudassem em cima da hora, “mesmo antes do Natal”.