Lalique: uma exposição para ver os vidros do joalheiro que quis levar a beleza à casa de toda a gente

São 100 peças de René Lalique que mostram, para além das suas jóias sedutoras, mas também com elas, até que ponto inovou na arte de trabalhar o vidro na primeira metade do século XX. No Museu Gulbenkian, até 1 de Fevereiro, com entrada gratuita.

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Pulseira Mochos, c. 1900-1901. Vidro, ouro, esmalte e calcedónia. Museu Calouste Gulbenkian Catarina Gomes Ferreira/Fundação Calouste Gulbenkian
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Vaso Górgonas, França, 1913. Vidro soprado a cera perdida e patinado Catarina Gomes Ferreira/Fundação Calouste Gulbenkian
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Pendente Orquídea, França, c. 1900-1901. Vidro, ouro e esmalte Catarina Gomes Ferreira/Fundação Calouste Gulbenkian
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Frasco de perfume Sereias, França, c. 1905. Vidro moldado a cera perdida, ouro. Peça da Colecção Shai Bandmann e Ronald Ooi em depósito no Museu Gulbenkian Cortesia: Studio Y. Langlois, Musée Lalique, Shai Bandmann & Ronald Ooi collection
Escultura de bronze
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Centro de mesa Figura Feminina, França, c. 1903-1905. Prata e vidro moldado Carlos Azevedo/Fundação Calouste Gulbenkian
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Vaso Cluny, França, 1925. Vidro soprado e moldado e bronze Catarina Gomes Ferreira/Fundação Calouste Gulbenkian

A arca de tesouros que é o Museu Gulbenkian reflecte o gosto sofisticado, culto, do milionário arménio que em meados do século XX resolveu deixar em Portugal a colecção riquíssima, diversa, que reuniu durante 50 anos. Um acervo que nos mostra que Calouste Sarkis Gulbenkian tinha um pé no passado – moedas gregas, deuses egípcios; tapeçarias do Renascimento, trípticos de escultura góticos, Bíblias iluminadas; códices medievais, pintura ocidental de artistas como Rembrandt, Rubens, Turner, Frans Hals ou Domenico Ghirlandaio – e outro no presente, dando atenção à arte decorativa japonesa ou à produção de pintores como Manet, Monet, Degas ou Fantin-Latour. Não há, no entanto, artista, seu contemporâneo ou não, que Gulbenkian tenha coleccionado de forma tão sistemática como René Lalique