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Rui Gaudencio

O Alentejo ainda vai tornar-se num imenso amendoal

A escassez de terrenos de cultivo está a obrigar ao abate de milhares de hectares de olival intensivo, montado e até eucaliptais para serem ocupados por amendoeiras. Apesar de ser uma cultura mais exigente, o rendimento obtido suplanta a produção de azeite.

O amendoal é, desde 2018, a cultura permanente com mais expressão no território regado por Alqueva a seguir ao olival. O Anuário Agrícola do Alqueva de 2019 refere que as amendoeiras cobriam 11.448 hectares mas Pedro Marques, um dos maiores produtores de frutos secos, garantiu ao PÚBLICO que “já se estará nos 16 ou 17 mil hectares de amendoais”. Ao ritmo a que estão a decorrer as novas plantações, “rapidamente chegará aos 25 mil hectares”, antecipa o jovem empresário agrícola, focando um pormenor que não era previsível há três anos atrás: assiste-se a um crescendo de amendoal a ocupar o lugar do olival.