Fernando Guimarães é o vencedor da Grande Prémio de Literatura dst 2020

O poeta e ensaísta foi galardoado pelo livro Junto à Pedra, com o qual já havia ganho o Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores.

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O poeta e ensaísta Fernando Guimarães é o vencedor da edição comemorativa dos 25 anos do Grande Prémio de Literatura dst, pela obra Junto à Pedra. A organização, a cargo da construtora bracarense dst, explica que a obra lançada em 2019 reuniu a unanimidade do júri, composto pelos escritores, ensaístas e professores Vítor Manuel de Aguiar e Silva, José Manuel Mendes e Carlos Mendes de Sousa, “pelo brilho de uma construção poética semântica e formalmente airosa, renovado na sua matriz clássica e nos percursos ‘ídeo-sensíveis' já revelados ao longo de uma bibliografia deveras singular”. Em ano de “bodas de prata”, o galardão tem o valor pecuniário de 25 mil euros mas, “face à evolução da situação de pandemia”, a data da cerimónia de entrega não está ainda definida.

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O poeta e ensaísta Fernando Guimarães é o vencedor da edição comemorativa dos 25 anos do Grande Prémio de Literatura dst, pela obra Junto à Pedra. A organização, a cargo da construtora bracarense dst, explica que a obra lançada em 2019 reuniu a unanimidade do júri, composto pelos escritores, ensaístas e professores Vítor Manuel de Aguiar e Silva, José Manuel Mendes e Carlos Mendes de Sousa, “pelo brilho de uma construção poética semântica e formalmente airosa, renovado na sua matriz clássica e nos percursos ‘ídeo-sensíveis' já revelados ao longo de uma bibliografia deveras singular”. Em ano de “bodas de prata”, o galardão tem o valor pecuniário de 25 mil euros mas, “face à evolução da situação de pandemia”, a data da cerimónia de entrega não está ainda definida.

Fernando Guimarães nasceu em 1928 e publicou, desde 1956, vários livros de poesia e de ensaio, tendo alargado também a sua actividade à ficção e ao teatro. Os seus trabalhos ensaísticos abordam a literatura portuguesa, sobretudo do período entre o século XIX e a actualidade, e questões relacionadas com a história da estética em Portugal e com a filosofia da arte. O autor tem também exercido crítica literária e faz parte, como investigador, do Centro de Estudos do Pensamento Português da Universidade Católica Portuguesa.

O poeta recebeu já distinções como o Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores, os prémios da Associação Internacional de Críticos Literários, do PEN Clube, e também lhe foram atribuídos, pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, prémios de tradução de poesia. A Universidade de Évora reconheceu o conjunto da sua obra ensaística com o Prémio Vergílio Ferreira.

O Grande Prémio de Literatura dst nasceu com o objectivo de premiar obras originais, em dois géneros literários, escritas em português por autores portugueses, contribuindo assim para a promoção e valorização das literaturas de língua portuguesa.

Ao longo de 25 anos, o prémio, no valor de 15 mil euros, cresceu, afirmando-se como um dos mais reconhecidos em Portugal, e também em número de participantes, o que denota o interesse e o prestígio que tem gerado junto da comunidade de autores e do sector. “O prémio, este ano tem valor de 25 mil euros, por celebrar 25 anos de vida”, adiantou a organização. “A aposta na divulgação da língua, da literatura portuguesa e dos seus autores e na promoção dos hábitos de leitura continuará a ser um dos principais desígnios deste prémio”, lê-se no comunicado.

O galardão anual, com distinções alternadas nas modalidades de prosa e poesia, já distinguiu autores como Luísa Costa Gomes, Manuel Alegre, Mário Cláudio, Daniel Jonas e Lídia Jorge.