Explosivo de Beirute foi uma encomenda que não chegou a uma empresa portuguesa

O destino do nitrato de amónio apreendido na capital libanesa era Moçambique, onde provavelmente poderia ser usado nas minas do Norte daquele país.

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O navio "Rhosus", numa foto sem data LUSA/TONY VRAILAS / MARINETRAFFIC.COM/EPA
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O caoitão e os responsáveis pelas máquinas do navio, que ficaram detidos no navio em Beirute Reuters/BORIS MUSINCHAK

As 2750 toneladas de nitrato de amónio que explodiram esta semana de forma colossal no porto de Beirute destinavam-se à Fábrica de Explosivos de Moçambique (FEM), que é propriedade da empresa portuguesa Moura & Silva, da Póvoa de Lanhoso. Um porta-voz da empresa garante, no entanto, que aquela carga ainda não era sua – foi feita a encomenda, mas apenas seria paga quando chegasse ao seu destino, a cidade da Beira, no Norte de Moçambique.