Arquitectura

A Casa dos Oleiros renasceu no centro de Castelo Branco

©Ivo Tavares
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A gentrificação sente-se em muitas cidades portuguesas — e Castelo Branco não é excepção. A Casa dos Oleiros, no centro da cidade, estava a precisar de uma reabilitação para atrair novos residentes e o arquitecto Paulo Martins pôs mãos à obra.

“Era uma casa devoluta antiga, que tivemos que reabilitar. Tem dois pisos, passa uma estrada ao lado do rés-do-chão, por isso decidimos pôr as zonas sociais no primeiro piso, onde havia mais luz, e deixar o rés-do-chão para os quartos”, explica o arquitecto ao P3. “Foi nossa vontade dar ao design interior um ar mais limpo e contemporâneo, mas, ainda assim, preservando a identidade da casa porque muitos dos elementos que lá estão são originais, como a porta ou a escadaria.”

A essência do edifício manteve-se com a preservação da fachada original. “As paredes exteriores originais estão lá e algumas das interiores. Os pavimentos, ainda que não sejam os originais, são na mesma em madeira, e optámos por gesso cartonado nas paredes por uma questão térmica e acústica”, revela Paulo Martins. Os tons usados no tecto e nas paredes são claros e o mobiliário foi revestido com madeira de riga.

O despovoamento dos centros das cidades é um problema que o arquitecto também quer ajudar a resolver, estando já a trabalhar num outro projecto idêntico em Castelo Branco, próximo da Casa dos Oleiros. “Acho que primeiro tem que se perceber que viver no centro histórico não é um luxo, mas uma necessidade. Existe agora a mania de que os centros históricos têm de ser altamente rentáveis e aparecem promotores imobiliários que muitas vezes não percebem nada de arquitectura ou construção, mas que fazem uma obra qualquer e vendem a preços exorbitantes. Obras deste tipo têm de ser funcionais e esteticamente agradáveis, na medida em que têm de estar adaptados ao modo de vida contemporâneo”, considera Paulo Martins.

Texto editado por Ana Maria Henriques

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