PSD pressiona Governo sobre “rápido encerramento” da Central Nuclear de Almaraz

Deputada social-democrata mostra preocupação com o prolongamento do funcionamento da central.

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O ministro do Ambiente foi questionado sobre a posição portuguesa em torno da central nuclear de Almaraz LUSA/TIAGO PETINGA

A bancada parlamentar do PSD questionou o Governo sobre as diligências que está a fazer com vista ao “mais rápido encerramento da Central Nuclear de Almaraz”, que já devia ter acontecido em 2010. A questão foi colocada num requerimento dirigido ao ministro do Ambiente e da Acção Climática, depois de ter sido anunciado um prolongamento do funcionamento da central, que fica a uma centena de quilómetros de Portugal.

“O PSD quer continuar a pressionar o Governo, vamos esperar a resposta do ministro para depois ponderarmos outras acções”, disse ao PÚBLICO a deputada Cláudia André, que subscreveu o requerimento.

Na pergunta dirigida a João Pedro Matos Fernandes, o PSD recorda que o Conselho de Segurança Nuclear anunciou, no passado dia 8, que decidiu a favor da renovação da autorização da exploração da central nuclear, “cuja vigência terminava em Junho”. Esta decisão permite o funcionamento da unidade I até Novembro de 2020 e a Unidade II até 31 de Outubro de 2028.

Perante o anúncio, relembram os deputados no requerimento, o ministro Matos Fernandes reagiu, dizendo que “Espanha fez aquilo que estava previsto” e que “fez aquilo com que se comprometeu com Portugal, consigo própria e com a União Europeia, que é encerrar a central até 2028”.

As declarações do ministro não descansam os deputados do PSD pela proximidade da central aos distritos de Castelo Branco e de Portalegre. “Não podemos deixar de estar atentos. As ONG’s têm alertado para o risco que esta central representa”, afirmou a deputada eleita por Castelo Branco.

Nesse sentido, os deputados querem saber se Portugal foi ouvido e qual a posição que assumiu no processo de avaliação realizado pelo Conselho de Segurança Nuclear no âmbito da autorização da renovação do prolongamento de funcionamento da central.

A central, refrigerada pelo Rio Tejo, iniciou o seu funcionamento em 1981 e já devia ter sido encerrada em 2010.