Metade dos portugueses ficou em casa no primeiro dia de desconfinamento

Na segunda-feira 49,6% portugueses permaneceram em casa. No 1.º de Maio esse valor era de 64%.

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Apesar do maior desconfinamento, este tem sido registado de forma suave e sem picos Daniel Rocha

Na segunda-feira, primeiro dia do plano de desconfinamento progressivo posto em marcha pelo Governo, 49,6% portugueses permaneceram em casa, mostra um relatório divulgado esta terça-feira pela consultora PSE, especializada em ciência de dados.

O gráfico mostra ainda que na passada sexta-feira, Dia do Trabalhador, ficaram em casa 64,7% dos portugueses, sendo que os dias úteis de 4 de Maio (49,6%) e 30 de Abril (46,2%) foram os que registaram menor confinamento desde a declaração do estado de emergência.

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Dados recolhidos pela consultores especializada em ciência de dados PSE

A consultora PSE destaca que, apesar do maior desconfinamento, esta subida tem sido registada de forma suave e sem picos.

O domingo de Páscoa continua a ser o dia em que se registou maior confinamento, com 79% dos portugueses a não saírem das residências. Estes dados começaram a ser medidos no dia 1 de Março.

Tal como o desconfinamento, a mobilidade também tem sofrido uma subida. A 30 de Abril, imediatamente antes do feriado do 1.º de Maio, registou-se 70% da mobilidade “normal” pré-pandemia, sendo que a 4 de Maio os dados apontam para um valor na ordem dos 66%.

“As medidas adicionais de limitação à mobilidade neste fim-de-semana prolongado [a proibição de sair do concelho excepto por motivos de força maior] surtiram efeito, em especial no feriado. O dia quente de 3 de Maio veio dar algum aumento do desconfinamento, mas ligeiro, pois ainda 59% dos portugueses optaram por ficar em casa. Se por um lado no domingo a maioria dos portugueses ficou em casa (o que é normal aos domingos), note-se que este valor representa um decréscimo de -12.2% no confinamento face ao domingo anterior”, descreve a consultora.

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Dados sobre a mobilidade PSE

A recolha de dados da PSE é feita a partir de uma aplicação em smartphones (com recolha de dados contínua através de monitorização de localização e meios de deslocação via aplicação móvel) e abrange pessoas com mais de 15 anos das regiões do Grande Porto, Grande Lisboa, litoral norte, litoral centro e distrito de Faro. Ainda que se trate de uma amostra representativa da sociedade portuguesa, os responsáveis do projecto referem que uma das limitações do estudo é o facto de não incluir as regiões do interior e do Alentejo.

Todas as regras de protecção de dados e respeito pela privacidade estão salvaguardadas e a participação neste projecto decorre apenas com uma “autorização expressa e explícita” dos envolvidos que descarregam a aplicação, com a “garantia de um total anonimato” dos dados. A margem de erro do estudo é de 1,62% para um intervalo de confiança de 95%.