A vida em quarentena: pelas janelas, varandas e telhados de Wuhan

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Mais de 50 dias depois, a cidade chinesa de Wuhan continua parada no tempo. As autoridades locais informaram esta quarta-feira, 11 de Março, que as empresas que produzem bens e serviços essenciais podem retomar a actividade; nestas incluem-se empresas de equipamento médico e farmácias, de serviços públicos, de supermercados e de produção agrícola. No entanto, a regresso à vida normal será gradual e a maior parte da população permanece em casa, nesta que se acredita ser a cidade de origem da epidemia do novo coronavírus.

As fotografias da Reuters mostram um vislumbre da vida em Wuhan. Os habitantes espreitam pelas janelas, saem às varandas e aos telhados para respirar algum ar fresco. Confinados ao espaço das suas habitações, tentam prosseguir com a vida. Penduram roupa, comem noodles, fumam cigarros. Nos prédios que possuem pátios nos telhados ou varandas grandes, as crianças brincam um pouco no exterior.

O esforço de isolar em quarentena uma cidade com 11 milhões de habitantes parece ter valido a pena. A expansão da doença está a acalmar e o número de novos casos na cidade está a reduzir, invertendo o destino do país ao mesmo tempo que a atenção do mundo se vira para outros focos. Em Wuhan, o coronavírus já foi detectado em cerca de 50 mil pessoas e já provocou 2423 mortes, tornando-a na localidade mais afectada por uma epidemia na história. Pelo mundo fora, a covid-19 já infectou mais de 119 mil pessoas.

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