O arquitecto japonês Kengo Kuma nos terrenos dos condes de Vilalva que permitirão aumentar o Parque Gulbenkian em cerca de 10% Francisco Romão Pereira
Entrevista

“Os egos dos arquitectos devem ser derrotados em favor do próprio lugar”

O arquitecto Kengo Kuma vê a nova cara que imaginou para a Gulbenkian como “um desenho sustentável para o futuro”. Inspirado na arquitectura tradicional japonesa, quer mostrar que a ideia mais forte do projecto é a relação com o jardim.

Kengo Kuma está estrategicamente colocado no meio da clareira de um jardim de gosto romântico. Está no coração dos antigos terrenos dos condes de Vilalva que vão permitir fazer crescer em 10% os Jardins Gulbenkian, agora que os dois espaços verdes que constituíram em tempos o Parque de Santa Gertrudes, em Lisboa, vão finalmente ser ligados.