Jerónimo insiste na criação de rede pública gratuita de creches para crianças até 3 anos

PCP quer que a criação de uma rede de creches gratuitas seja já incluída no Orçamento do Estado para o próximo ano.

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daniel rocha

O secretário-geral comunista insistiu esta quarta-feira na criação de uma rede pública gratuita de creches para crianças até aos três anos de idade, desejando que a medida possa ser incluída no Orçamento do Estado para 2020 (OE2020).

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O secretário-geral comunista insistiu esta quarta-feira na criação de uma rede pública gratuita de creches para crianças até aos três anos de idade, desejando que a medida possa ser incluída no Orçamento do Estado para 2020 (OE2020).

Jerónimo de Sousa adiantou que “não houve grande pronunciamento” ou “resposta concreta” por parte do Governo minoritário socialista até ao momento, após visita à creche e jardim de Infância Cubo Mágico da Associação de Iniciativas Populares para a Infância do Concelho de Almada (AIPICA), na Charneca de Caparica, Almada, assinalando os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos da Criança.

“A nossa proposta é a de, já neste Orçamento do Estado, sejam inscritas as verbas necessárias para começar a criar essa rede, com a possibilidade de 25 mil lugares nessas creches”, disse. Segundo o líder do PCP, “ainda não houve grande pronunciamento” do executivo, nomeadamente na reunião de há uma semana.

“Isto não se compadece com medidas paliativas. O Estado não pode lavar as mãos e atirar responsabilidades para as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS). Ainda não conhecemos o conteúdo material da proposta de orçamento. O PCP garante que vai fazer tudo para a concretização desta medida de fundo, que tem a ver com o futuro do país. Temos a certeza de que a maioria dos portugueses nos acompanha neste objectivo. Acho que deveria ser uma causa nacional. Em vez de despesa, pensamos que seria um grande investimento”, afirmou, sem, contudo, quantificar os custos associados.

Segundo Jerónimo de Sousa, “no encontro com o PS, com o Governo, foi uma das matérias” que o PCP considerou “urgente e emergente”, em virtude do “défice demográfico” em Portugal, onde só “nascem 90 mil crianças por ano”.

“Se me perguntar qual foi o acolhimento por parte do Governo - não quero dramatizar ou acusar -, mas não houve uma resposta concreta. Não quer dizer que tenha havido recusa, mas não se adiantou muito”, lamentou.