Juros da dívida pública portugueses baixam para novo mínimo histórico

Mercado reage à decisão da Standard& Poor's de subir o nivel de rating da dívida soberana nacional e atirou os juros para níveis abaixo dos 1,3%, um novo mínimo histórico

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Daniel Rocha

A decisão da agência de notação financeira Standard & Poor’s (S&P) em aumentar o nível de rating de Portugal, anunciada na passada sexta feira, está a ter consequências positivas no mercado secundário de divida soberana. Esta segunda-feira os juros da dívida portuguesa a dez anos baixaram para um novo mínimo histórico, e estão pela primeira vez abaixo dos 1,3%. A taxa de juro baixou 1,1 pontos base, situando-se nos 1,299%.

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A decisão da agência de notação financeira Standard & Poor’s (S&P) em aumentar o nível de rating de Portugal, anunciada na passada sexta feira, está a ter consequências positivas no mercado secundário de divida soberana. Esta segunda-feira os juros da dívida portuguesa a dez anos baixaram para um novo mínimo histórico, e estão pela primeira vez abaixo dos 1,3%. A taxa de juro baixou 1,1 pontos base, situando-se nos 1,299%.

A S&P subiu a nota atribuída a Portugal de “BBB-” para “BBB”, dois níveis acima do grau de investimento especulativo, atribuindo-lhe uma perspectiva estável. “Esperamos que a economia portuguesa tenha um crescimento equilibrado entre 1,5% e 1,7% durante 2019-2021”, indicava o comunicado da S&P no comunicado divulgado na sexta-feira.

Em reacção a esta decisão, anunciada após o fecho de mercado, o gabinete do ministro das Finanças reconhecia haver “desafios” pela frente, ao afirmar que “os resultados alcançados” na consolidação das finanças públicas “são de extrema importância dados os desafios que se antecipam para o futuro, num contexto de incerteza política e de deterioração do ambiente económico global”. Para o gabinete de Mário Centeno, a subida do rating contribuirá para “reforçar a confiança dos investidores e a credibilidade externa de Portugal, com impacto directo nos custos de financiamento das famílias, das empresas e do Estado”.