És mulher e estás a ler isto? “Agradece a uma feminista”

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“Agradece a uma feminista.” Se és mulher e podes trabalhar, votar, abortar, usar contraceptivos, ler o livro que te apetece ou, simplesmente, usar calças, "agradece a uma feminista". Quem o diz é a School of Feminism, uma plataforma criada por Patricia Luján, directora criativa de campanhas e "aprendiz de feminista", que quer "aproximar o feminismo da sociedade, a partir da educação e comunicação". Por isso, a propósito do Dia Internacional da Mulher, a plataforma fez uma "combinação da divulgação das conquistas de feministas com uma ferramenta de comunicação, para celebrar e partilhar mensagens que recordam o muito que já foi conseguido e o muito que ainda falta alcançar", escrevem ao P3. O resultado: uma série de ilustrações "simples, claras e directas", que "podem ser impressas e convertidas em cartazes para celebrar o 8 de Março". Ou servir apenas para reflexão. 

Além dos cartazes, a plataforma espanhola criou o #stopnipplecensorship, um movimento que pretende que "os mamilos femininos e o corpo da mulher possam ser mostrados livremente nas redes sociais, da mesma forma que o [corpo] do homem". Na página de Instagram @nipplemagazine, que conta com 31 mil seguidores, são apenas publicadas imagens de mulheres semi-nuas com os mamilos censurados. A plataforma gere ainda as páginas @menstruationmagazine — imagens e ilustrações que desmistificam a menstruação —, @womeninsciencemagazine — fala de ciência no feminino —, @curvypowermagazine — questiona os padrões de beleza impostos — e @breastfeedingmagazine — onde são publicadas imagens de mulheres a amamentar. 

Chimamanda Ngozi Adichie, escritora nigeriana, disse que "todos devíamos ser feministas". Para a School of Feminism, "todos deveríamos estar, pelo menos, a aprender a sê-lo". 

Esta sexta-feira, as mulheres vão sair à rua para a primeira greve feminista em Portugal, sob o mote "Se as mulheres param, o mundo pára". O manifesto, apresentado pela plataforma Rede 8 de Março em Dezembro de 2018, desafia as mulheres a não fazerem apenas uma greve laboral, mas também uma greve às tarefas domésticas. 

 

Vamos celebrar o Dia Internacional da Mulher com um lápis na mão. Que palavras de ordem devem estar nas ruas amanhã? Retratemos as conquistas das mulheres, mas também os atropelos aos seus direitos. Envia desenhos e ilustrações em formato .jpg ou .png, com indicação do teu nome no ficheiro, para o endereço [email protected].

School of Feminism
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Submissão de Ana Louro
Submissão de Miguel Teixeira
Submissão de Raquel Pina
Submissão de Ana Nobre, Bárbara Casimiro, Diogo David, Laura Lameira e Milene Nunes, alunos do 1º ano do CTeSP de Som e Imagem da Escola Superior de Educação, Instituto Politécnico de Beja.
Submissão de Dileydi Florez