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Monopólio para millennials: “Esquece as casas, já sabes que não as podes pagar”

O objectivo não é comprar propriedades mas acumular experiências e ser o primeiro a identificar e criar uma tendência. O jogador com o maior empréstimo atira os dados primeiro. "Se te divertiste, já ganhaste!"

Coisas que podes comprar com 17,5 euros: um “brunch vegan”, um “passeio de bicicleta”, uma “aula de ioga”, um bilhete de avião numa companhia low cost. Ou, então, o Monopólio para Millennials, a nova edição temática do jogo de tabuleiro que deixa os jogadores gastarem dinheiro, não em propriedades ou terrenos, mas em “experiências” como as mencionadas em cima.

“Esquece as casas. Já sabes que não as vais poder pagar”, lê-se na frente da caixa, onde o senhor do Monopólio (o honroso Rich Uncle Pennybags) surge de auriculares nos ouvidos, a tirar uma selfie com um latte na mão. No peito, a emblemática personagem da Hasbro, que mantém o bigode (obrigada, hipsters!), enverga uma medalha de participação porque, como dizem as regras, "se te divertiste, já ganhaste!".

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O primeiro a atirar os dados deverá ser o jogador com “o maior empréstimo estudantil”. “Ser adulto é difícil. Tu mereces uma pausa da correria quotidiana”, convidam, antes do início do jogo. Como peças há uma bicicleta, um emoji, uma hashtag, uns óculos de sol e uma câmara fotográfica. O melhor sítio para jogar? “A cave dos pais.”

O objectivo é “viver um pouco mais” e coleccionar “pontos de experiência ao visitar os destinos mais desejados” — “do sofá do teu amigo a um retiro de meditação que dure a semana inteira”. Cada um dos quatro jogadores é um “influenciador digital” e tem de criar uma tendência. Os adversários que depois calhem nas casas que “já foram descobertas” têm de pagar. “O jogador que coleccionou o maior número de experiências — não de dinheiro — ganha!” 

Para já, o Monopólio para Millennials (17,5 euros) só está à venda na Walmart, uma multinacional norte-americana. E as opiniões entre a geração que prefere experimentar, não ter estão divididas. Pelo menos, a avaliar pelo que têm vindo a partilhar no Twitter. Se há quem se ria e se queixe dos pares que se "sentem sempre facilmente ofendidos", outros dizem que o jogo foi inventado por baby boomers, os mesmos que "destruíram a economia" para as gerações futuras.

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