Azambuja prepara candidatura para tauromaquia passar a património imaterial

O vereador, António José Matos, espera concluir o processo até ao final do ano. O autarca reconheceu que a sua materialização "não será fácil, mas não impossível".

 O município de Azambuja justifica esta candidatura, reivindicando particularidades e uma "ancestralidade taurina"
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O município de Azambuja justifica esta candidatura, reivindicando particularidades e uma "ancestralidade taurina" Nelson Garrido

A Câmara de Azambuja, no distrito de Lisboa, reivindica uma "ancestralidade taurina" e pretende ver a tauromaquia reconhecida como património imaterial, estando a preparar uma candidatura, disse esta sexta-feira fonte da autarquia à agência Lusa.

Em declarações à Lusa, o vereador com o pelouro da Cultura na Câmara Municipal de Azambuja, António José Matos (PS), explicou que a autarquia ribatejana espera concluir até ao final do ano o processo de candidatura da tauromaquia a património imaterial. "Foi feito um levantamento intenso e percebeu-se que já vem de há muito a nossa génese no que diz respeito à tauromaquia, no que diz respeito ao adorar o touro, à diversão com o touro, à divindade do touro. Há uma trilogia touro, cavalo e campino que representam muito daquilo que somos", justificou.

Nesse sentido, o autarca sublinhou que uma das particularidades do município, relativamente a outros com ligações taurinas, é que os seus habitantes "mesmo que não sejam dos mais aficionados às corridas de touros são em relação à figura do touro". "Não somos fundamentalistas, embora haja um grande sentimento de pertença ao touro", apontou. António José Matos destacou ainda o facto de "ninguém no actual executivo municipal ser anti-touradas, o que também facilita a elaboração do processo de candidatura".

Relativamente ao processo de candidatura, que será submetido à Direcção-Geral do Património Cultural, o autarca reconheceu que a sua materialização "não será fácil, mas não impossível". O município de Azambuja vai avançar sozinho nesta candidatura, reivindicando particularidades e uma "ancestralidade taurina". "Não somos um concelho taurino de agora, mas de há muito tempo. Está na nossa génese", atestou.