Carlos Queiroz deixará selecção do Irão no fim do Mundial

Treinador português revela que proposta de renovação apresentada pela federação ficou aquém das expectativas.

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Reuters/Edgar Su

Quando o Irão terminar a prestação no Campeonato do Mundo 2018, Carlos Queiroz deixará o comando da selecção. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira pelo treinador português.

Ao comando da selecção iraniana desde Abril de 2011, o técnico de 65 anos recebeu uma proposta de prorrogação do contrato por parte da federação, que previa a permanência de Queiroz até Janeiro, com a Taça da Ásia, que decorrerá nos Emirados Árabes Unidos, em vista. Um cenário que não o convenceu.

"Passou quase um ano desde que nos qualificámos para o Mundial e é verdade que me apresentaram uma proposta, mas não correspondeu às minhas expectativas", revelou o treinador à agência Reuters, a partir da Turquia, onde a selecção está concentrada.

"Ao fim destes anos, prolongarem o contrato por seis meses apenas é uma decisão que não mostra qualquer apreço ou reconhecimento pelo que fiz. É uma oferta inaceitável do meu ponto de vista", concretizou. "Para mim, as negociações estão fechadas".

Carlos Queiroz já tinha considerado a possibilidade de abandonar o Irão depois do Campeonato do Mundo para passar mais tempo com a família, mas ainda alimenta o sonho de se tornar no primeiro seleccionador a apurar uma equipa para o Mundial em cinco ocasiões - Carlos Alberto Parreira e Bora Milutinovic marcaram presença em cinco fases finais, mas nem sempre depois de concluírem a fase de qualificação.

"Quanto mais penso nesta oportunidade única e histórica, mais cresce a minha vontade, o meu objectivo e a minha expectativa. Tive duas ofertas, uma de África e outra da Ásia com hipóteses de qualificação para o Mundial 2022, no Qatar. Se isso não acontecer, posso avaliar uma ou duas opções que tenho em Inglaterra depois do Mundial", concluiu.