Opinião

Corrupções, desinformações & populismos em ações. Um alerta!

Penso que só há uma forma de retirar terreno a estes populismos: apostar numa comunicação plena e acessível, com informação factual sobre as nossas situações e políticas em curso, sempre na defesa do aprofundamento da coesão social e territorial.

Se é uma verdade factual-institucional, que em Portugal não existem partidos e ou movimentos organizados que possam ser baptizados de “populistas”, já não cola com a realidade, que se diga que não há no país a defesa de políticas, interveções e doutrinas “populistas”; há e revelam-se em “Partidos do Sistema” e em movimentos inorgânicos que, pela base e pela calada, agitam ideias e posturas anti-democráticas de cariz de “Salvação Nacional e Saudosismo”. Nos partidos, revelam-se em propostas, proclamações e posturas de cariz “populista”.

Considero que o “Populismo” de referência por cá, é o “Trumpismo”. Referência na metodologia para atingir o Poder (conquistando “Partido do Sistema”), na aposta, como público-alvo preferencial, no “Povo de Baixo”, na defesa de medidas anti-estrangeiros e na defesa de “soluções absolutas de poder”.

E actualmente, com a proliferação de casos pesados de corrupções, com uma justiça hiper lenta, e com a ausência de informação e debates de cariz ideológico e programático, por parte de partidos e órgãos de comunicação social, temos campo aberto para a proliferação do “Trumpismo à Portuguesa”.

Para aquecer o “caldo”, temos a proliferação de notícias falsas ou deturpadas ( “FakeNews” ) nas redes sociais, que ganham palco e assistências nas “conversas de café”. “Vimos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar!”.

Penso que só há uma forma de retirar terreno a estes populismos: apostar numa comunicação plena e acessível, com informação factual sobre as nossas situações e políticas em curso, sempre na defesa do aprofundamento da coesão social e territorial.

Para que tal aconteça e faça caminho, precisamos dos partidos, todos, dos órgãos de comunicação social, todos, e das intervenções das cidadanias democráticas, mais ou menos organizadas, mas todas.

Aos partidos, exige-se que defendam as suas políticas de forma clara e no quadro das correntes ideológicas que os fundaram e deverão sustentar. Ficarem-se por slogans, é quase nada.

Aos órgãos de comunicação social - jornais, televisões, rádios e plataformas internáuticas -, exige-se que o sejam de verdade. Que produzam informação rigorosa e acessível, promovam debates plurais e diversificados e que actuem no respeito do Estado democrático. Para tal, deve o Estado promover incentivos e medidas-programas.

Quanto às “Cidadanias”, cabe-lhes um papel fundamental, sem o qual o resto se esvairá, promovendo e realizando informação-comunicação, tertúlias e debates, programas culturais, acções de esclarecimento, visitas de estudo e intervenções formativas para cidadãos em pleno,´todas de base local de proximidade; nestas, considero que se devem incluir as “bases locais partidárias”, se o forem de facto.

Enunciado simples de escrever, embora discutível, mas de grande dimensão e complexidade para vir sendo realizado, tanto mais que se confronta com poderosos meios de escala global. Complexidade, muito porque exige tempo e preseverança para que os resultados floresçam.

Seja como for, fica o alerta e o desejo que não caia em saco roto, antes motive opiniões, intervenções e iniciativas que fortaleçam a Democracia e a Justiça Social.

“Mãos à obra”!?!

Ps: Texto escrito antes dos bárbaros acontecimentos do Sporting-Bruno de Carvalho, agora apenas digo que refoçam o que escrevi quanto ao “Trumpismo à Portuguesa”.

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