Trump quer saber se o FBI espiou a sua campanha presidencial

Sob pressão do Presidente, o Departamento de Justiça concordou em ampliar uma investigação já existente às suspeitas de espionagem na campanha republicana.

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Donald Trump diz que a investigação à alegada interferência russa na campanha tem motivações políticas Reuters/Kevin Lamarque

O Departamento de Justiça dos EUA anunciou que vai apurar se o FBI infiltrou agentes na campanha presidencial de Donald Trump. A decisão foi revelada poucas horas depois de o Presidente ter feito uma exigência nesse sentido.

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O Departamento de Justiça dos EUA anunciou que vai apurar se o FBI infiltrou agentes na campanha presidencial de Donald Trump. A decisão foi revelada poucas horas depois de o Presidente ter feito uma exigência nesse sentido.

Depois de vários meses em que ameaçou usar os poderes presidenciais para travar a investigação do procurador-especial Robert Mueller, Trump decidiu avançar para um pedido formal ao Departamento de Justiça para investigar as suspeitas de que o FBI poderá ter espiado a sua campanha.

“Exijo, e irei fazê-lo amanhã [segunda-feira], que o Departamento de Justiça investigue se o FBI/DoJ infiltrou ou vigiou a Campanha de Trump com Objectivos Políticos – e se algum desses pedidos ou solicitações foram feitos por pessoas que pertenciam à Administração Obama”, escreveu Trump no Twitter.

Trump passou o domingo a denunciar a “caça às bruxas” que a investigação liderada por Mueller à alegada interferência russa nas eleições presidenciais se está a tornar. O Presidente afirmou que a investigação está a fracassar e mantém-se com o único objectivo de prejudicar as hipóteses do Partido Republicano nas eleições intercalares para o Congresso em Novembro.

O Departamento de Justiça confirmou horas depois que pediu ao Gabinete do Inspector-Geral, um órgão de supervisão interna, para ampliar um inquérito já existente para incluir as suspeitas levantadas pelo Presidente.

“Se alguém infiltrou ou vigiou os participantes numa campanha presidencial com objectivos inapropriados, temos de o saber e tomar decisões em conformidade”, disse o procurador-geral adjunto Rod Rosenstein, através de um comunicado.

O New York Times escreve que a opção do Departamento de Justiça cumpre de certa forma a exigência de Trump, embora evite comprometer a independência judicial. É incerto, no entanto, que o Presidente se contente apenas com a ampliação de uma investigação que já decorre.

Em Março, o Departamento de Justiça entregou ao Gabinete do Inspector-Geral a investigação sobre as suspeitas de que o FBI possa ter espiado um antigo colaborador da campanha de Trump.