Petróleo sobe a máximos de 2014

Instabilidade internacional, com resposta dos EUA à Rússia ameaçando usar mísseis na Síria, levaram cotações do petróleo aos valores mais elevados desde 2014

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Reuters/ISMAIL ZITOUNY

Os preços do petróleo subiram esta quarta-feira, 11 de Abril, ao patamar mais elevado desde final de 2014, nos mercados de Nova Iorque e Londres, segundo a Reuters. Nos EUA, a matéria-prima, medida pelo índice West Texas Intermediate (WTI) valorizou 1,31 dólares, ou 2%, para 66,82 dólares por barril, chegando a negociar esta tarde nos 67,45 dólares.2014

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Os preços do petróleo subiram esta quarta-feira, 11 de Abril, ao patamar mais elevado desde final de 2014, nos mercados de Nova Iorque e Londres, segundo a Reuters. Nos EUA, a matéria-prima, medida pelo índice West Texas Intermediate (WTI) valorizou 1,31 dólares, ou 2%, para 66,82 dólares por barril, chegando a negociar esta tarde nos 67,45 dólares.2014

Já em Londres, o Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, avançou 1,02 dólares, ou 1,44%, para 72,06 dólares por barril, elevando-se aos 73,09 dólares no meio da sessão.

Os preços começaram a elevar-se quando Donald Trump, presidente dos EUA ameaçou lançar mísseis sobre a Síria em resposta a um ataque com armas químicas, em Douma, no passado sábado, alegadamente atribuído ao regime de Bashar al-Assad.

Donald Trump avisou a Rússia de que os mísseis norte-americanos “irão chegar”. “Vocês não deveriam ser parceiros de um ‘animal de gás assassino’ que mata pessoas e gosta!”, disse o Presidente norte-americano no Twitter, referindo-se à aliança entre Moscovo e o regime sírio.

Os Estados Unidos e os seus aliados ocidentais estão alegadamente a discutir uma possível acção militar por causa de um suspeito ataque com gás venenoso na Síria, uma medida que pode provocar uma resposta da Rússia.

Também esta quarta-feira, a agência pan-europeia de controlo de tráfego aéreo Eurocontrol avisou as companhias aéreas para terem cautela no leste do Mediterrâneo devido a possíveis lançamentos de ataques aéreos contra a Síria nas próximas 72 horas.