Depois da prata, Fernando Pimenta sagra-se campeão do mundo

Canoísta minhoto ganhou neste domingo a final do K1 5.000m, na República Checa.

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O português Fernando Pimenta sagrou-se neste domingo campeão do mundo de K1 5.000 metros, ao vencer a prova dos Mundiais de canoagem que decorrem em Racice, na República Checa. Depois de ter obtido a medalha de prata no sábado, na prova de K1 1000m, o atleta minhoto chega ao ouro pela primeira vez neste evento.

O português com mais presenças no pódio em K1 em Campeonatos do Mundo tem ainda participação em mais duas medalhas. Em 2010, o limiano e João Ribeiro alcançaram a prata de K2 500, em Poznan, na Polónia, juntando-se ambos a Emanuel Silva e David Fernandes para repetirem o segundo lugar em K4 1.000 nos Mundiais de 2014, em Moscovo.

Vice-campeão olímpico de K2 1.000 metros nos Jogos Londres2012 na companhia de Emanuel Silva, Fernando Pimenta venceu a prova deste domingo em 20m46,907s, remetendo pra o segundo lugar o alemão Max Hoff (a 3,352s) e para a medalha de bronze para o bielorrusso Aleh Yurenia, que gastou mais 13,921s.

"Sem dúvida que é um momento fantástico da minha carreira e da canoagem portuguesa. Num único Mundial, duas medalhas, uma prata e um ouro. Um momento inexplicável, não queria acreditar", exultou Fernando Pimenta, minutos após sair da água em Racice.

O minhoto, que conquistou a sua 70.ª medalha internacional e contribuiu pela quinta vez para os oito pódios de Portugal em campeonatos do Mundo, assume que viveu uma época "muito regular", culminada com as duas medalhas nos Mundiais, além do ouro em K1 1.000 e a prata nos 5.000 nos Europeus, disputados em Julho na Bulgária.

"Quando entrei nos últimos 100 metros, senti que ia ganhar. Tinha muita energia. Senti que o alemão já não ia conseguir responder. É um momento inexplicável. Quero agradecer a todos os que me têm apoiado, nos bons e maus momentos. E ao meu treinador (Hélio Lucas), com um trabalho sólido no qual acredito", acrescentou o português.

Com uma temporada notável, Pimenta sublinha que há muito sacrifício por trás do êxito: "Setenta medalhas internacionais são muitos anos e horas de trabalho. Muitas lágrimas e suor. Muitos momentos de sofrimento solitário, muitas vezes resguardado, só, no quarto, a pensar no que correu menos bem, não atingir objectivos do treino. Muitas vezes momentos de solidão em que tentamos manter a calma, sem atirar a toalha ao chão", contou

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