Orquestra Sinfónica da Casa da Música leva danças do mundo fora de portas

Esta sexta-feira, na Maia, a Orquestra dirigida pelo maestro Pedro Neves preparou um repertório com danças do mundo. Não perca mais logo, a partir das 22h. A entrada é livre.

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Como já vem sendo hábito, a Orquestra residente da Casa da Música sai fora de portas para um palco diferente. Danças de vários compositores, das mais variadas partes do globo. É esta a proposta para mais um concerto fora de portas da Orquestra Sinfónica da Casa da Música que, esta sexta-feira, actua pelas 22 horas, na Praça Doutor José Vieira de Carvalho, na Maia. O concerto promete muita animação ao som de um repertório variado e seleccionado para uma noite especial, que inclui ritmos latinos, danças eslavas, fandango e muito mais.  

Na abertura do espetáculo temos as sonoridades do compositor russo Dmitri Chostakovitch, depois há um rol de danças que vai pôr toda a gente a mexer. A começar pelas Danças Polovtsianas, de Alexander Borodin, também conhecidas como danças guerreiras russas, que desvendam um universo musical de grande exotismo, alternando entre danças de rapazes com danças de raparigas, as Danças Eslavas do compositor checo Antonín Dvorák, a Dança Ritual do Fogo com o balett “O amor bruto”, escrito pelo compositor espanhol Manuel de Falla, entre 1914-1915. 

Há mais para ver, ouvir e dançar: as sonoridades da música latino-americana do argentino Alberto Ginastera, numa homenagem aos gaúchos, pessoas ligadas à pecuária nas regiões do vale do Rio da Prata e do Rio Grande do Sul, na América do Sul, com costumes próprios, um estilo de vida muito particular e que estão em vias de extinção; e, para terminar com chave de ouro, os ritmos contagiantes do Fandango de Luís Freitas Branco, com a sonoridade típica das castanholas. 

Nestes concertos ao ar livre, “as pessoas são mesmo agarradas pela música, as pessoas são tocadas de forma diferente”, conta Pedro Neves, um dos maestros desta orquestra sinfónica e também director musical do espetáculo desta sexta-feira, habituado a levar a Orquestra a outros palcos, todos eles “concertos de sucesso”, reitera.  

Uma oportunidade para quem nunca viu e ouviu a Orquestra residente da Casa da Música, cuja origem remonta a 1947, ano em que foi constituída a Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto, e cuja designação atual data de 2006. 

São 94 instrumentistas que dão corpo a esta Orquestra que interpreta um repertório muito diversificado, desde o Classicismo ao Século XXI, sob a orientação de maestros de renome internacional, entre os quais Olari Elts, Peter Eötvös, Heinz Holliger, Elihau Inbal, Michail Jurowski, Christoph König, Reinbert de Leeuw, Andris Nelsons, Vasily Petrenko, Emilio Pomàrico, Peter Rundel, Michael Sanderling, Vassily Sinaisky, Tugan Sokhiev, John Storgårds, Joseph Swensen, Ilan Volkov, Antoni Wit, Takuo Yuasa e Lothar Zagrosek. 

Até logo, às 22h.

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