Londres: pelo menos 12 mortos e 70 feridos em incêndio num prédio de 24 andares

Autoridades estimam que o número de mortos vá aumentar. Equipa de especialistas afirma que não há risco de colapso do edifício.

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Um incêndio num prédio residencial de 24 andares em Londres, Reino Unido, deflagrou durante a madrugada desta quarta-feira, pela 1h. No local, mais de 250 bombeiros combatem as chamas, que provocaram 74 feridos, 18 delas em estado crítico, informa o Serviço Nacional de Saúde britânico. A Polícia Metropolitana confirmou também a morte de, pelo menos, 12 pessoas. "É expectável que este número aumente", avançam as autoridades londrinas. Não é claro se estão ainda pessoas no interior do edifício. 

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Um incêndio num prédio residencial de 24 andares em Londres, Reino Unido, deflagrou durante a madrugada desta quarta-feira, pela 1h. No local, mais de 250 bombeiros combatem as chamas, que provocaram 74 feridos, 18 delas em estado crítico, informa o Serviço Nacional de Saúde britânico. A Polícia Metropolitana confirmou também a morte de, pelo menos, 12 pessoas. "É expectável que este número aumente", avançam as autoridades londrinas. Não é claro se estão ainda pessoas no interior do edifício. 

Para além dos bombeiros, estão ainda no local 40 viaturas de combate ao incêndio e 20 ambulâncias, a "trabalhar incansavelmente em condições muito difíceis". Uma equipa de engenheiros esteve no local a avaliar a estabilidade do edifício, informou a comissária dos Bombeiros de Londres, Dany Cotton. De acordo com o relatório, conhecido pelas 11h, não há risco de colapso e é por isso seguro que as equipas de socorro estejam a trabalhar no interior do edifício.

As autoridades ainda não conseguiram apurar a causa do incêndio que atingiu os 120 apartamentos. Testemunhas contam que algumas pessoas se atiraram das janelas e garantem que o alarme de incêndio não disparou, acrescentando que foram surpreendidas pelos gritos de socorro e alerta dos vizinhos, perdendo tudo o que tinham. 

Entre os residentes do prédio estão quatro famílias portuguesas. Duas crianças de uma das famílias portuguesas internadas com "prognóstico reservado" estão agora já fora de perigo, disse ao PÚBLICO o porta-voz do secretário de Estado das Comunidades portuguesas.

O mayor de Londres, Sadiq Khan, considerou o incêndio um "acidente de enorme gravidade". Num comunicado partilhado pelas 10h, Khan afirma que "existem muitas perguntas a fazer nos próximos dias".

A zona à volta da torre está isolada e as habitações localizadas na proximidade também estão a ser evacuadas, detalha o Guardian. A Polícia Metropolitana de Londres criou uma linha de emergência para que os familiares e amigos dos residentes do prédio Grenfell Tower possam obter informações. 

A comissária dos Bombeiros de Londres diz que este é o incêndio mais grave que viu nos seus 29 anos de serviço. De acordo com os bombeiros, as equipas de socorro agiram com rapidez e responderam ao pedido de ajuda em seis minutos. No entanto, esse não é o testemunho dado por um dos portugueses a residir no prédio.

Em Novembro do último ano, a comissão de residentes do prédio, um grupo chamado Grenfell Action Group, publicou um artigo no seu site em que apontava a falta de condições de segurança e acusava a administração do edifício de ser uma "mini-máfia".

O grupo antecipava ainda um "acidente catastrófico" que iria expor a "incompetência" da administração dos apartamentos, gerida pela autarquia local. Já em 2013, após um pequeno incêndio resultante de um curto-circuito, o grupo de residentes afirmara que por pouco se tinha evitado um desastre de grandes proporções. Uma das denúncias agora feitas dá conta da remoção de um sistema de controlo de chamas durante umas obras de reabilitação do prédio em 2016 e não é claro que este sistema de protecção entre os andares tenha sido substituído.

Ao ver "as imagens terríveis" do acidente num prédio da sua vizinhança, o ex-primeiro-ministro britânico, David Cameron, expressou as suas condolências.

Acordo entre May e unionistas pode ser adiado

Por causa do acidente desta quarta-feira, o acordo entre o Partido Democrático Unionista (DUP) da Irlanda do Norte e os conservadores de Theresa May poderá ser adiado até à próxima semana, avançam os media britânicos. Fontes de Westminster explicam que seria inapropriado fazer um anúncio formal no dia da tragédia.

Num comunicado partilhado pelas 12h40, um porta-voz da primeira-ministra britânica informou que Theresa May convocou para esta tarde uma reunião com as autoridades civis. 

Título corrigido: Inicialmente a imprensa britânica e as autoridades londrinas falavam em 27 andares e actualizaram para 24 pisos.